E lá se vai outro dedo…

E se passaram quase dois anos desde que saí da casa dos meus pais. Saí de lá sem saber fazer nenhuma tarefa doméstica e fui aprendendo tudo na prática. Claro que houveram alguns acidentes durante o percurso mas, entre mortos e feridos, consegui sobreviver: acredito que quem tem cicatriz tem história para contar.

Ao longo desse tempo aprendi a lavar e passar minha própria roupa, a comprar os produtos certos de limpeza e a fazer com que minhas plantinhas durassem mais. Cozinhar continua sendo um desafio mas já fico feliz em comprar cada vez menos macarrão instantâneo – se você abrir meu armário da cozinha agora, só vai encontrar macarrão integral. Vitória \o/\o/\o/

Mas, como nada nessa vida é como a gente planeja e estou quase a um mês na casa nova, já estava na hora de mais uma aventura atrapalhada, colocando outro dedo em uma situação arriscada.

Semana passada tive que passar um dia em casa para acompanhar o fechamento da sacada com vidro, então tive que fazer home office e ficar de plantão com mais duas pessoas que estavam realizando o serviço, mais precisamente das 09h às 17h. Na hora do almoço, minha mãe veio aqui me trazer uma marmita para que eu pudesse esquentar e comer sem ter que me preocupar em cozinhar.

Então, esquentei o almoço e fui comer apoiada no balcão que divide a cozinha da sala. O problema é que a banqueta estava em uma altura mais baixa, bem desconfortável. Foi quando segurei em sua alavanca para subir a banqueta e regular sua altura. Isso foi com uma mão, a direita. Enquanto isso, a mão esquerda estava apoiada na parte de baixo do balcão, distraída e sem prestar atenção ao que estava acontecendo ao seu redor.

Foi quando rapidamente, a banqueta subiu demais, antes que eu pudesse tirar a minha mão. Resultado: ela ficou presa, bem na parte dos ossos dos dedos. E ficou assim: quanto mais eu tentava puxar a mão, mais doía. E a banqueta só subia pois – assim como todas as cadeiras giratórias – não tinha peso o suficiente para descer.

Fiquei vermelha. E a mão não saía. E os anéis já deixavam minha mão dormente e a pedra de granito parecia ainda mais dura e resistente. E malvada. Foi quando olhei para o lado e vi os moços do vidro trabalhando: pareciam salva vidas num dia de afogamento. Colírio para os olhos. Gritei como uma louca por socorro, desesperada. E o moço sem entender nada olhou pra mim e só empurrou a banqueta para baixo. Os dedos saíram livres. E roxos, inchados. Morrendo de vergonha, agradeci ao moço que salvou minha vida e impediu que eu tivesse que cortar a mão para ter que tirá-la de lá.

Me senti a pessoa mais sortuda do mundo… se não fosse o moço do vidro provavelmente ainda estaria lá aguardando resgate. E é aquele momento em que sua mãe se pergunta porque deixou você morar sozinha e como ainda não colocou a casa abaixo.

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    Não confie em torneiras

    Por Peu.

    “Olá pessoas, como estão? Já fazia algum tempo que eu não destruía nada e que nada de muito anormal acontecia aqui em casa. O que era muito bom, mas eu sabia que não iria durar muito mais.

    Um belo dia acordei meio no piloto automático, como de costume rsrsrs. Fui até a pia da “cozinha” e tentei abrir a torneira e nisso parte da torneira ficou na minha mão. Eu “acordei” e fiquei olhando para a torneira e a parte dela na minha mão e pensando em como eu tinha conseguido fazer aquilo. Por sorte ela quebrou fechada, então não ficou vazando água para todos os lados.

    Parece estranho, mas eu consigo conversar com pessoas, atender o celular e até fazer contas de matemática, mas não sou eu!!! Muitas vezes eu nem me lembro direito do que fiz e só começo a funcionar depois do banho (às vezes nem depois do banho). Esse piloto automático é muito doido.

    Bem, como estava em uma semana corrida, passei uns três dias sem torneira. E no quarto dia fui até uma loja aqui perto e comprei uma torneira simples. O que significa que não era a mais porcaria, mas que era uma parente bem próxima dela.

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    Cheguei em casa e fui instalá-la. Desliguei o registro pensando “assim não tem o que dar errado” e fui tirar a torneira com um alicate. Soltei um pouco e deixei vazar um pouco da água para tirar a pressão do cano, já que ela quebrou fechada e eu não conseguia abrir.

    Depois de um tempinho retirei a torneira e adivinhem?? Tomei o maior banho da minha vida!!!! Foi um jato de água tão forte que molhou o cômodo inteiro. Era água para todos os lados eu já estava até procurando o Noé para tentar me salvar, fiquei uns dois dias sem beber água de tanta água que eu engoli naquela explosão.

    Depois do banho, coloquei a torneira nova e deu tudo certo, tirando o veda rosca que ficou molhado e começou a grudar tudo, grudar em mim, em tudo menos na torneira.

    Só para dar uma ideia de como foi o jato de água, esse é meu sofá após o dilúvio:

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    Se ele ficou assim, imagina o resto!!

    É isso ai, espero que isso nunca aconteça com vocês e deixo a dica: Nunca, mas nunca mesmo, confie em uma torneira. Por mais amigável e simpática que ela pareça!

    Lição do dia: tenha certeza que a pressão do cano já saiu por completa antes de trocar uma torneira.”

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      Pode acender a luz?

      Agora pode!

      Estou muito feliz que o ano começou com a obra a todo vapor. Minha meta é conseguir me mudar antes do Carnaval. Ontem foram instalados todos os lustres da casa e o resultado ficou incrível!

      Comprei todos os lustres e lâmpadas há cerca de um mês na loja de iluminação Yamamura, no bairro da Consolação em São Paulo. Minha dica aqui é ir à loja para comprar os lustres com a ideia do que você quer comprar, caso contrário você fica ainda mais perdido… lá as opções são infinitas: cores, tamanhos, modelos e preços.

      Eu e a minha arquiteta tínhamos pesquisado bastante sobre os modelos que iríamos colocar em cada ponto da casa, o que tornou a compra mais fácil. Também é importante ter um orçamento bem definido na hora da compra, senão as coisas podem sair um pouco do controle… rsrsrs

      O nosso principal foco era chamar a atenção para a sala de jantar e para o balcão da cozinha. Portanto, para estes dois pontos, pensamos em colocar pendentes que ficassem elegantes e, ao mesmo tempo, pudessem dar um toque informal para ambos os ambientes. Então, escolhemos para a sala de jantar um lustre bem grandão, com quase 50 cm de diâmetro, preto fosco. A ideia é deixar ele mais baixo mesmo, a 1,40 cm do chão, para deixar o ambiente mais intimista.

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      Já para o balcão da cozinha, escolhemos colocar dois pendentes, com 10cm de diâmetro e a 70 cm da bancada, para demarcar cada um dos lugares dos banquinhos. Compramos estes pendentes em aço escovado: tom neutro, já que a parede da cozinha (em concreto, ao fundo) terá pastilhas em tom vinho.

      DSC01955As demais luminárias da casa seguiram um mesmo padrão: plafons brancos quadrados. Como as outras luminárias iriam chamar a atenção, a ideia era que as demais ficassem quase imperceptíveis aos ambientes. Então, compramos da mesma linha para a casa toda, inclusive para o quarto. Comprei algumas luminárias maiores, com quatro lâmpadas e outras – para os corredores – com apenas duas lâmpadas. A luminária da cozinha é do mesmo modelo com forma retangular, para seis lâmpadas.

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      O único imprevisto que tivemos foi em relação à sala de tevê. Ao longo das visitas e acompanhamento à obra, notei que o sol bate no apartamento ao longo da tarde, o que deixa tudo (principalmente a sala) muito quente!  Conversamos e pesquisamos bastante por aí e decidimos colocar um ventilador de teto. Atualmente existem muitas opções no mercado e conseguimos encontrar um que seguisse o mesmo padrão dos lustres brancos. Ele é bem discreto e potente para o ambiente; além disso, tem controle remoto!

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      Gostei muito do resultado e não vejo a hora de me mudar! Tá quase, faltam apenas alguns detalhes. Próximos passos:
      – Pintura
      – Marcenaria
      – Móveis

      Espero que estejam gostando dessa obra. Pelo menos por aqui não dá pra sentir essa poeira toda! Haja remédio pra alergia! Rsrsrs… 😉

      IMG_4845(fotinho tirada do celular: eu e a minha irmã, na futura cozinha!)

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        Cadê a vassoura?

        Uma das minhas principais resoluções (e promessa!) para o Ano Novo é praticar o desapego das tarefas domésticas e tentar ser um pouco mais tolerante com a organização da casa. Confesso que tenho praticado bastante nestes últimos meses de volta à casa dos meus pais. Não é fácil dividir o guarda-roupa e não ter uma caneca exclusiva para você no café da manhã. Depois de estar acostumado a encontrar seus chinelos exatamente do mesmo jeito que você deixou, é necessário se adaptar à nova rotina.

        E, entre todos esses desafios, o maior deles é manter a calma e a “cuca fresca” enquanto toda a minha casa (leia-se ‘minha vida’) está em standby. Sim, tudo o que eu tenho está encaixotado em um lugar entre meu passado e futuro, em um presente bagunçado e empoeirado.

        Consegui encontrar uma sala ao lado do trabalho para guardar toda a mudança enquanto a casa nova está em reforma. O problema é que a sala está passando por uma grande obra ao seu redor. A imensa quantidade de pó é o menor dos agravantes, visto que meus móveis e eletrodomésticos estão protegidos pelo herói, o plastico-bolha. Ao lado desta sala, há material de construção, que se separa da minha mudança por uma elegante lona preta. Não sei como, mas cada vez que vou dar uma olhada na mudança ou tirar alguma medida, os objetos estão em um lugar diferente. Sim, dá até um pouco de medo em saber que eles se movimentam enquanto não há ninguém por perto.

        Mas, o que mais me intrigou foi o dia que estava passando por ali procurando um pedreiro que iria trabalhar na minha casa. Estava organizando os detalhes da nova casa e perguntei a ele se havia na obra alguma vassoura velha que pudéssemos levar para amenizar o pó. Foi quando ele me respondeu: “aqui não tem nenhuma vassoura, mas atrás daquela lona tem uma novinha em folha que a gente pode usar”. Sim, quase caí de susto. Ele estava falando da minha vassoura, meu xodó de vassoura roxa, que combina com meu rodo e minha pá, todos em harmonia para uma lavanderia mais bonita.

        Falei pra ele nem pensar em encostar naquela vassoura… era minha de estimação. Agora só estou torcendo para não encontrarem meu aspirador de pó!

        DSC01943Lição do dia: praticar o desapego, missão do ano.

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          O banho e os fogos de artifício

          Por Peu.

          “Tudo bom pessoal? Antes de começar a contar mais essa história doida e explicar o que banho tem a ver com fogos de artifício eu quero dizer duas coisas:

          1. Gambiarras não são coisas do bem, fujam delas rsrsrs
          2. Quem não canta no chuveiro não sabe o que é ser feliz.

          Vamos lá… Era uma vez rsrsrs

          Logo que fui morar sozinho, não tinha chuveiro na casa e um amigo me ofereceu emprestado um chuveiro que ele não estava usando e eu aceitei (Negão, um dia eu ainda te devolvo o seu chuveiro rsrsrs. Como eu queria tomar banho e não tinha as ferramentas certas para instalar o chuveiro decide fazer uma gambiarra temporária. E é incrível como uma coisa temporária se torna definitiva logo depois que você faz!!!

          Instalei o chuveiro com um conector de fios de plástico, nem um pouco indicado para esse tipo de instalação. O conector era parecido com esse aqui:

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          O problema é que o fios do chuveiro esquentam e derretem esse tipo de conector (e eu já sabia disso), cada vez que eu tomava banho subia um cheiro de queimado e eu lembrava que tinha que comprar o conector certo. Mas, como tudo na minha vida, depois de dois minutos eu já tinha esquecido e já estava cantando no chuveiro. E se depois de dois minutos eu já tinha esquecido, adivinhem se eu lembrava de comprar depois que saía do banheiro?!

          Depois de pouco mais de um ano com o conector “temporário” aconteceu o que já era esperado. Estava feliz cantando no chuveiro quando de repente saem uns fogos de artifício de cima da minha cabeça… pura loucura!!!

          Tinha faíscas e fogo saindo dos fios próximos à parede, muita fumaça preta, tudo que você precisa para ter um incêndio completo rsrsrs…

          Primeiro eu me senti em um clipe de banda de rock igual esse aqui (se você não gosta de rock pula direto para o momento dos 0:50).

          [tube]http://www.youtube.com/watch?v=KDMvN45sjo4[/tube]

          Mas logo percebi a gravidade da situação e em um pulo já estava do outro lado do banheiro (e olha que meu banheiro é grande). O chuveiro ainda estava ligado e ainda tinha fogo saindo dos fios, o primeiro impulso foi jogar água para apagar o fogo, mas ainda bem que eu pensei antes de fazer e preferi abanar com a toalha. Depois de apagar o fogo e desligar o chuveiro o que sobrou foram fios derretidos, uma mancha preta na parede e teto e um p@#& cheiro de queimado.

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          Depois do susto eu não conseguia parar de dar risada, me vesti e fui comprar o adaptador antes que eu esquecesse novamente. Ainda sou muito novo pra virar churrasco no chuveiro, mas vou ser sincero…. meu “um segundo de rock star” foi muito legal!!!

          Entre mortos e feridos todos sobreviveram, inclusive o chuveiro que eu ainda estou usando normalmente. Pena que não tenho nenhuma foto para mostrar; estou seriamente pensando em colocar umas câmeras dentro de casa para registrar essas coisas e poder ficar vendo e dando risada depois.

          Grande abraço a até a proxima!!!

          Lição do dia: gambiarras são como remédios, dependendo da quantidade e do uso podem salvar ou tirar sua vida!”

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