Contos de Natal: Peu

Por Peu.

“Um pouco sobre o Natal lá de onde eu venho…

Eu já acreditei em Papai Noel, já esperei ele chegar e já fiquei tentando entender como ele tinha deixado todos aqueles presentes na sala e sumido tão rápido. Ainda criança descobri que o Papai Noel era meu tio com uma fantasia, tentei convencer outras crianças de que o bom velhinho não existia e por um tempo parte do encanto se foi.

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Eu sempre gostei muito de Natal, mesmo quando não acreditava mais no Papai Noel e estava na época da vida em que você só ganha roupas de presente (que normalmente não servem ou não combinam muito com você rsrsrs…). Para mim o Natal sempre representou uma super reunião de família na casa dos meus avôs, muita bagunça e com muuuuuita comida gostosa.

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A atmosfera fica diferente, todos esquecem os problemas, conflitos e preocupações. Literalmente, por algumas horas, todos ficam felizes. As conversas, as comidas e até aquelas musicas velhas do mesmo CD de todos os anos parecem ser especiais. Por todos os cantos da casa tem gente conversando, falando alto e dando risada. Sem contar as crianças que sempre passam correndo de um lado para o outro e a mesa enorme de comida que fica intacta até a meia noite. Enquanto isso a sala de visitas sempre fica fechada, pois é onde “o Papai Noel deixa os presentes”. Quando abrem a porta as crianças vão a loucura, uma sala cheia de presentes espalhados pelo chão e sofás, todos com os nomes de seus donos. Minha avó e tias sentam-se e distribuem um a um.

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Além disso, juntar uma família festeira com o clima do Natal só pode sair coisa boa, mas imaginem que meu irmão faz aniversario dia 22 de dezembro e meu avô fazia dia 26 de dezembro. Tinha bolo de aniversário e docinhos (com tema natalino lógico), peru, tender e todo o resto, tudo junto e misturado. Só quem já esteve em alguma festa da minha família consegue imaginar como realmente é isso.

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Depois de atingir uma determinada idade, o Natal ganhou um gostinho a mais. Agora eu não esperava mais o Papai Noel, eu ajudava a arrumar os presentes sem que os mais novos percebessem. Sentia-me responsável por parte da alegria do Natal dos meus priminhos e das crianças que estavam lá. Teve até um ano em que me vesti de Papai Noel e entrei pela janela do segundo andar. Com travesseiros amarrados no corpo e fantasiado, escalando uma grade que meu tio segurava no andar de baixo. Não sei como não nos matamos e não temos foto disso rsrsrs…

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Tenho a impressão de que as crianças deixam de acreditar no Papai Noel cada dia mais cedo e o Natal para elas é apenas um dia onde se ganha presentes. O que é uma pena, já que o presente é o menos importante. Eu gostaria que todos pudessem passar pelo menos um Natal como os que eu passei. Acredito que isso mudaria completamente suas visões do que é o Natal.

Muita paz, família e boas energias. E comida também!!!

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Feliz Natal! Rsrsrsrs…”

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    Uma rapaz “de família”, nascido no interior e que veio ainda pequeno pra São Paulo, mas que não deixou o jeito bruto, rústico e sistemático de ser para trás. Trabalho com tecnologia e gosto muito de criar; aliás acho que exercitar a criatividade e botar a mão na massa são a minha praia. Não gosto de fórmulas, receitas, regras e ordens. Acredito que essas coisas limitam nossa capacidade de criar e ir além do que já fizeram. Dizem que sou chato, louco e do contra, mas eu discordo de tudo isso rsrsrs… Sou muito prático. Sou uma tentativa de conciliação entre ser empresário, amigo, dono de casa, cozinheiro, apreciador de cerveja, bom filho e bom vizinho. Mas no final das contas sou apenas mais um cara que gosta muito de estar entre amigos, de musica, cerveja e churrasco.

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