Dia da criança: Caubi

Nesta semana, mais do que nunca, bate aquela vontade de voltar no tempo e ser criança… nem que seja por um pouquinho só! E para matar as saudades na semana das crianças nós iremos abrir nossos álbuns de família do blog e contar um pouquinho dessa época de brincadeira sem tecnologia, choro de fome e briga com irmãos por canetinhas coloridas.

Eu nasci no Carnaval de 1986, às 17h do horário de verão e sou a primeira filha de um casal recém casado, que morava na zona sul de São Paulo. Meus pais são de Monte Azul Paulista, interior do estado, e talvez seja por isso que carrego muitos hábitos e manias de uma criação meio caipira. Sempre vivi em um ambiente de classe média, onde presentes se ganhavam em datas especiais e festas eram feitas em casa, com a colaboração de toda família.

Este aí embaixo, é o Jonas. Um dos meus primeiros presentes e companheiros – presente do meu pai, que está na casa da minha mãe até hoje. Intacto. Talvez ele ainda represente muito por isso tive que mantê-lo por perto.

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Estes são meus pais no maior estilo da década de 90. Ombreiras, linho, bigode, óculos redondos e cabelos sem alisamento. Ah, e meias na altura dos joelhos. Sim, vivi a época em que tiara e laços eram acessórios para ocasiões especiais. Assim como frufrus, pulseiras de corda de violão e silicone colorido. Quanto mais, melhor.

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As minhas maiores lembranças da infância são as festinhas de aniversário. Nunca tive festa em buffet; quem tinha era muita riqueza… ou seja, fui em pouquíssimas enquanto era criança. Nas festas em casa tinha muito isopor, bala de coco, painéis combinando com a mesa, babados de crepom e carne louca. Ah, tinha mini hot dog e gelatina nos potinhos com velas individuais para cada criança apagar a sua. A alegria da festa era estourar o bexigão cheio de doce e se matar para conseguir uma 7 Belo ou um Dadinho. Brigadeiro só no final da festa, depois que o disco da Xuxa parasse de tocar.

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Quando tinha quase quatro anos minha irmã nasceu. Quando ela veio, ganhei uma cabeça de Barbie gigante para brincar de cabeleireiro e fazer maquiagem. Quem lembra? Confesso que muitas vezes desejei que a cabeça fosse minha única companhia… rsrsrs

Acho que depois do grande trauma de ter a atenção dividida, me acostumei com a ideia de uma irmã. Fui para a escola e aprendi a conviver ainda melhor com outras crianças. Mordidas, choros e tombos depois, inevitavelmente a gente aprende a gostar.

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Alguns anos depois, em fotos e álbuns de família, começamos a perceber que minha mãe me vestia com as mesmas roupas que a minha irmã! Tipo gêmeas. Com uma única diferença: era era MUITO maior, o que me deixava com cara de “bocó”. Minha sorte que fui perceber muito depois, mas para quem percebeu antes de mim com certeza deve ter achado no mínimo estranho…

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Acima de tudo, acredito que sempre fui uma criança corajosa. Quando vejo fotos antigas dos brinquedos que eu tinha fico impressionada em ver como brincava com maturidade com bonecos como Fofão, Baby (da família Dinossauro), Pula Pirata e a Xuxa – daquela com botas de couro preto! Não sei se conseguiria me divertir atualmente com uns brinquedos destes. Ainda bem que Vovó Mafalda se aposentou, Sérgio Mallandro parou de gritas e o Fofão aí da foto tomou um rumo diferente do meu 😛

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Brincadeiras e brinquedos à parte, minha infância ficou marcada pelo apoio constante dos meus pais em busca dos meus sonhos. Nunca fiz ginástica, balé ou futebol. Mas sempre gostei de música e meus pais – e toda família que acompanhava em todas as apresentações – sempre me incentivaram a tocar piano, instrumento que faz parte da minha vida até hoje.

Acredito que trazemos de nossa infância muito do que somos hoje; todas as lembranças são importantes para nossa formação como pessoa, cidadão e futuros responsáveis pela formação de outras pessoas. Que o dia das crianças nos lembre como é importante aproveitar a infância intensamente, como criança pois tudo tem o seu tempo certo e nada nesta vida é para sempre. Aproveite.

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    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, atravessando os 30 com histórias [quase] normais.

    5 thoughts on “Dia da criança: Caubi

    1. Maria Helena Goulart de Faria

      Amei o texto…me fez voltar a um tempo maravilhoso…cheio de recorações adoráveis…e quanto a vestir as duas crianças iguais…eu simplesmente achava lindo e depois se comprasse a cor diferente saia briga…então para o bem geral… era tudo igual mesmo…ahahahah…adorava!!!

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    2. Maria Cleo Goulart

      Lindo texto …… Como diz o ditado popular ” recordar é viver ” . E lendo seu
      texto também fugi para o passado……muito bom . Saudades …..

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    3. Wania Carolina Farias M. Dos Santos

      Adorei a forma como você escreve! Voltei no tempo e foi muito legal. Beijos

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      caubi Reply:

      Muito obrigada pela visita e pelo carinho Wania!
      Bjoooss

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