E se…?

A vida é feita de escolhas, decisões e consequências. Grande parte de nossas escolhas não são nada fáceis, requerem tempo, pedem decisões firmes e muito bem pensadas e causam consequências em nossas vidas (e de pessoas ao nosso redor) que muitas vezes são definitivas e nos impede de olhar e voltar atrás.

Mas não se engane: com o passar do tempo e com a chegada da maturidade, escolhas e decisões se tornam cada vez mais frequentes (para não dizer diárias) e cada vez mais difíceis. Desde cedo somos obrigados a pensar em nossas escolhas e fazer decisões: prefiro brincar com Lego ou com a Barbie? Como escolher meu grupo de amigos na escola? Qual faculdade escolher, que profissão seguir? Como dispensar um funcionário ou apresentar uma proposta nova ao chefe? Quando casar e qual a melhor idade para ter filhos?

Como é ter que lidar com essa pressão o tempo todo em diferentes fases da vida? Qual o melhor caminho a seguir para não decepcionar as pessoas (e a nós mesmos), nos frustar e não se arrepender depois?

Eu, sinceramente, não tenho uma resposta. Na verdade, tenho uma lista razoável de arrependimentos. E, por mais incrível que pareça, nesta lista não estão escolhas que eu fiz, decisões que eu tomei ou consequências as quais tive que enfrentar. Muito pelo contrário: na minha lista de arrependimentos estão todas aquelas escolhas que eu não fiz, as decisões que eu não tomei e as consequências que fiquei com medo de encarar.

E por ter medo de tomar uma decisão em determinado momento, muitas vezes a vida acabou decidindo por mim. E doeu mais. Muito mais do que se eu mesma tivesse escolhido, decidido e agido no momento certo. Mas a vida não espera pelo momento certo e para aqueles que não tem atitude e coragem, as consequências acabam sendo mais difíceis e mais doloridas.

A vida é muito curta para ficar no SE. Ficar em cima do muro não leva ninguém a lugar algum. É melhor escolher um lado e pular do que ser empurrado para um lugar onde não gostaríamos de ir; ou pior, ao ser empurrados, podemos cair dentro de um buraco em que sair dele acaba sendo ainda mais difícil.

Se eu pudesse deixar aqui um conselho, seria: não deixe de fazer aquilo que tem vontade. Na dúvida, faça. É sempre melhor se responsabilizar por ter escolhido e decidido do que passar o resto da vida pensando como poderia ter sido ou que poderia ter acontecido. Hoje, minha nova filosofia é esquecer o SE e tornar cada dia em SERÁ.

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Lição do dia: só se arrependa daquilo que você não fez.

    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, acabou de chegar aos 30 com histórias [quase] normais.

    One thought on “E se…?

    1. Maria Helena Goulart de Faria

      Lindo texto…arrisque-se sempre…no momento a nossa escolha é a mais correta…o depois…deixa prá lá…melhor se arrepender do que fez …do que daquilo que deixou de fazer…se não experimentarmos como iremos saber qual é a melhor escolha??? tente…experimente…e seja feliz com o que escolheu…bjs.

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