Do que você tem saudade?

Uma palavra, vários significados

Em tempos de distanciamento social, saudade é uma palavra forte. E quanto mais o tempo passa, mais saudade eu sinto.

Abraço, família, amigos, jantares, bar, pagode, viagem, passeios na praia, dança, show, aglomeração. Contato físico, olho no olho. Quanta saudade de tudo isso.

Do que você tem saudade?

Enfim, estamos há quase um ano vivendo em quarentena, isolados e ainda não compreendemos o verdadeiro significado e importância de pandemia.

Coincidência ou não, pandemia rima com empatia. Simpatia. E como temos dificuldade para entender a dor do outro.
Porque se fôssemos capazes de entender as lágrimas de saudade das outras pessoas, talvez o mundo não fosse ~ ou não estivesse ~ um lugar tão ruim assim.

E que vontade de transformar a minha saudade em encontro, contato físico e alegria.

Mas, enquanto isso não acontece, sigo torcendo e trabalhando a minha empatia. A minha capacidade para enxergar o mundo através do olhar do próximo e, antes de criticá-lo, compreender suas lutas e suas batalhas. Acredito que este seja um conforto para enfrentar a realidade.

Então, cultivo a minha empatia transformando-a em apoio, palavras de amor, suporte e ajuda. Porque mesmo à distância, nós podemos fazer a diferença na vida de alguém. Acredite. Se conseguirmos fazer a diferença na vida de uma única pessoa, a nossa vida já valerá a pena.

Do que você tem saudade?

E porque eu sei que tudo aquilo que eu ofereço posso um dia precisar também. E vai fazer a diferença na minha vida com certeza.

Que a gente não perca jamais a ternura e o amor no coração. Que a gente tenha piedade, compaixão e paciência. E que possamos transformar todos os bons sentimentos em fé e esperança para que em breve a saudade possa ser transformada em dias melhores e que possamos lembrar destes dias de pandemia como uma grande evolução e aprendizado.

    O primeiro kit de costura a gente nunca esquece!

    Hoje pela manhã estava andando pelo meu bairro quando encontrei uma loja de armarinhos. Sim, isso mesmo. Armarinhos Sabe aquelas que existiam aos montes na década de 90? Então. Só de entrar na loja minha rinite já veio me dar bom dia e o olho começou a coçar; e entre os novelos de lá e objetos de tricô não identificados surge uma velhinha – da mesma idade daqueles novelos certeza – para me atender. Já que estava ali, aproveitei para comprar um kit costura para deixar em casa para uma emergência. Ah, (suspiro) meu primeiro kit de costura. Não sei para que servem metade das coisas que estão ali. E a outra metade não sei nem o nome. Dedal? Como e onde usar? Em que situação devo usar o lápis azul?



    Agora estou preparada para pregar botões, pregar botões e pregar botões. Detalhe: só poderei pregar botões de roupas preta, azul marinho, branca, vermelha e marrom. Se cair um botão do meu casaco cinza, vai ter que ser consertado com linha preta mesmo. O grande problema vai ser com um casaco rosa que tenho aqui. Discriminação com o pobre coitado. Vai ficar manco com um botão a menos.
    Mas, como tudo tem um lado positivo, agora posso aprender a marcar barra de calça com alfinete de cabeça colorida e aperfeiçoar o forro dos meus consertos. Porque segundo minha mãe, você conhece a qualidade da costureira pelo forro de seu trabalho. Não preciso nem citar aqui que se minha vida e meu sustento dependessem disso eu era mais magra que Gisele Bündchen ou Demi Moore. Ta aí uma razão para emagrecer.
    Fico feliz que acrescento mais um item ao meu currículo de dona de casa em evolução. Quando conseguir fazer a barra da minha própria saia, minha missão estará cumprida.

    Lição do dia: no próximo kit de costura, procurar um que venha com manual de uso.

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