Sabores ajinomoto: receitas brasileiras

 

A convite da Ajinomoto, ontem tive o prazer em conhecer um projeto incrível: a cozinha dos Chefs Especiais, que promove a inclusão e capacitação de pessoas com Síndrome de Down. O projeto tem como objetivo ser facilitador de autonomia e oportunidades, promovendo o desenvolvimento humano e a valorização, para que essa expectativa de vida se eleve cada dia mais.

E a parceria entre Chefs Especiais e Ajinomoto rendeu um monte de delícias. Com a ajuda do Chef Guga Rocha e da Chef Luiza, eu e um grupo de pessoas pudemos nos reunir na cozinha ~ um dos meus lugares favoritos da casa ~ e aprender delícias nordestinas em uma noite super agradável.

Veja abaixo o passo a passo de três receitas super diferentes para testar por aí também.

Espetinho de banana com queijo coalho

Ingredientes:
3 espetos de queijo de coalho, cortados em cubos (200 g)
Rodelas de 1 banana-da-terra ou banana-prata cortadas ao meio
1/2 xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de suco de laranja (200 ml)
2 colheres de sopa de SATIS!® Molho Shoyu Tradicional

Modo de fazer:
Monte 5 espetinhos em palitos para churrasco, intercalando o queijo e a banana.

Leve uma frigideira grande ao fogo alto e frite os espetinhos por cerca de 2 minutos de cada lado, ou até o queijo ficar dourado. Reserve-os aquecidos.

Em uma panela pequena, coloque o açúcar e leve ao fogo baixo, sem mexer, por 2 minutos, ou até o açúcar derreter e caramelizar. Junte o suco de laranja, aos poucos, e mexa por 5 minutos, ou até encorpar bem. Acrescente o SATIS!® e misture bem. Retire do fogo, regue os espetinhos e sirva em seguida.

Rendimento: 5 unidades.

Tempo de preparo: 20 minutos.

 

Moqueca de caju

Ingredientes:
6 cajus maduros e firmes, sem as castanhas (770 g)
3 colheres de sopa de Azeite de Oliva Tipo Único
2 cebolas médias cortadas em rodelas finas (300 g)
1/2 pimentão vermelho médio cortado em tirinhas (110 g)
1/2 pimentão amarelo médio cortado em tirinhas (110 g)
2 tomates maduros médios, em rodelas (280 g)
1/2 colher de chá de AJI-NO-MOTO®
1 colher de chá de sal
1 vidro de leite de coco (200 ml)
1/2 xícara de chá de água (100 ml)
1/2 xícara de chá de castanhas de caju torradas, sem sal, quebradas
2 colheres de sopa de cheiro-verde picado

Modo de fazer:
Com a ponta de um garfo, fure o caju em vários pontos e esprema ligeiramente com a mão para extrair o excesso de líquido. Corte em cubos médios e reserve.

Em uma panela média, coloque 1 colher de sopa de Azeite de Oliva e leve ao fogo médio para aquecer. Junte o caju e refogue por 3 minutos, ou até dourar ligeiramente. Transfira para um recipiente e reserve.

Na mesma panela, coloque o Azeite de Oliva restante e deixe aquecer. Junte a cebola e refogue-a por 2 minutos ou até murchar. Acrescente os pimentões, o tomate, o caju reservado, o AJI-NO-MOTO® e o sal, e misture cuidadosamente. Regue com o leite de coco e a água, e cozinhe em fogo baixo, com a panela tampada, por 10 minutos.

Retire do fogo, adicione as castanhas e o cheiro-verde, e sirva em seguida.

Rendimento: 6 porções.

Tempo de preparo: 30 minutos.

Dica: sirva com arroz branco e farofa de coco.

 

Farofa de coco

Ingredientes:
1 colher de sopa de manteiga sem sal
3 colheres de sopa de Azeite de Oliva Tipo Único
2 cebolas grandes cortadas em cubinhos (400 g)
1 xícara de chá de coco desidratado em flocos (50 g)
1 sachê de Tempero SAZÓN® Amarelo
2 pitadas de sal
1 xícara de farinha de mandioca torrada (140 g)
2 colheres (sopa) de cebolinha verde picada

Modo de fazer:
Em uma panela média, coloque a manteiga e o Azeite de Oliva e leve ao fogo médio para aquecer. Junte a cebola e refogue, mexendo às vezes, por 8 minutos ou até dourar. Acrescente o coco, o Tempero SAZÓN® e o sal, e refogue por mais 1 minuto. Adicione a farinha de mandioca e cozinhe por 2 minutos, mexendo sem parar.

Retire do fogo, salpique a cebolinha e sirva em seguida.

Rendimento: 6 porções.

Tempo de preparo: 25 minutos.

E agora, o prato pronto com as três receitas juntas:

Apenas uma delícia! Sabores super marcantes em um prato incrível. Vale a pena testar estas receitas por aí 🙂

    Sobre a mulher brasileira e o espírito olímpico

     

    Os jogos olímpicos do Rio estão causando grande impacto na vida dos brasileiros, principalmente pela emoção promovida pelo esporte feminino. Eu não poderia deixar de escrever sobre esse assunto, já que me identifico com a luta de cada uma das atletas que se emocionam com cada vitória. A primeira medalha de ouro veio pelo suor e luta de Rafaela Silva no judô. Uma brasileira batalhadora.

    E hoje tem espetáculo do futebol feminino novamente, que está encantando a todos. Aquele time que joga junto, mostrando o verdadeiro espírito de equipe.

    Entre exemplos como o da menina que disputou a sua primeira olimpíada como ginasta graças à mãe que pedia dinheiro emprestado aos vizinhos para ajudar no transporte para a filha conseguir treinar, há a esgrima que chegou onde jamais um brasileiro havia chegado e as atletas do rúgbi, que fizeram história este ano.

    Dos esportes que a gente já conhecia até aqueles que mal sabemos as regras, todas as mulheres mostram algo em comum: raça e determinação em uma história de luta para conseguir um espaço para treinar e se destacar.

    Elas são o retrato da mulher brasileira. Aquela mulher que batalha diariamente para conquistar o seu espaço. Aquela mulher que já ouviu que não era capaz de chegar tão longe. Quantas mulheres não foram discriminadas ou excluídas e marginalizadas daquilo que gostam – e sabem – de fazer porque alguém simplesmente foi preconceituoso?

    As Olimpíadas estão aqui para mostrar com toda a força que somos capazes de fazer qualquer coisa. Sim, nós podemos vencer. Porque a Marta que existe dentro de cada uma de nós, nos faz querer lutar, vencer e seguir em frente. Independente de qualquer dificuldade.

    É impossível ficar indiferente e não admirar a coragem com que a dupla egípcia – pela primeira vez na história – jogou vôlei de praia. É emocionante assistir uma mulher subir no alto do pódio e se orgulhar de representar seu país.

    Essas mulheres representam todas nós e me sinto honrada em ser mulher e, principalmente, brasileira. Ainda estamos longe da igualdade, mas sinto que estamos cada vez mais próximas de chegar lá. Eu acredito.

    selecao feminina

    egito-alemanh

    judo

      13 de março de 2016.

       

      Antes que você comece a ler, este não é um post político, partidário ou rebelde. Fui sim ontem à manifestação por um Brasil melhor na Avenida Paulista em São Paulo, mas as lições que eu trouxe na bagagem vão muito além dos protestos.

      Apesar de todos os fatos negativos no cenário da política e economia brasileira, podemos tirar algumas lições valiosas para encontrarmos aquele futuro que a gente tanto deseja para nós mesmos e as gerações que estão por vir. Acredito que nos momentos de maiores crises é que demonstramos nossa força de vontade e criatividade para superar os obstáculos. Nem sempre é fácil reconhecer isso, principalmente quando fazemos parte do problema, mas depois que a gente consegue superá-lo, de certa forma saímos mais fortes e confiantes.

      Outro ponto importante para resolver uma crise, é tentar não repetir as ações que motivaram seu acontecimento. E isso sim é responsabilidade de todos nós; é problema meu, seu, da sua família, dos seus colegas de trabalho, do porteiro do seu prédio, do seu vizinho e daquela tia distante que mora no interior. Se o problema não tocar igualmente a todos nós, fica impossível buscar uma saída. Claro que eu tenho que fazer a minha parte e ir atrás daquilo que eu acredito, mas não sou capaz de mobilizar grandes ações sozinha.

      Sou consciente que tenho que fazer a minha parte. Mas você também tem que ajudar e fazer a sua. Cansei de reclamar da minha vida e não tomar nenhuma atitude para mudá-la. Se sou infeliz no meu emprego, não adianta acordar todos os dias e fazer a mesma coisa em um lugar que não me agrada e ainda passar o dia de mau humor. Se cansei de estar acima do peso, não é lamentando os quilos que tenho a mais em cima do sofá que irei emagrecer. Não adianta reclamar que a casa está suja se você continuar jogando lixo no chão.

      A diferença entre o problema e a solução é a atitude. Se não gosta da vida do jeito que está, levanta e muda. Acredita. Apenas com ações seremos capazes de mudar e só com ações é que iremos progredir e vencer. Quero ser um exemplo daquela pessoa que luta até o final; porque enquanto houver esperança, ainda há ações.

      brasil

        As solas que deixamos pelo caminho

        Hoje faz pouco mais de um mês que voltei de Fernando de Noronha e, às vezes, me pego mexendo nas fotos e pensando na beleza deste lugar. Um dos passeios mais bonitos que fiz por lá foi a trilha do Atalaia, a qual é possível fazer uma caminhada pelas praias do mar de fora e mergulhar nas piscinas naturais formadas pelos recifes, berço de tubarões da ilha.

        É possível seguir por dois caminhos: a trilha curta e a longa. Por causa do excesso de corais, a trilha curta estava fechada durante o período que eu estava lá então só restou a opção da trilha longa. O que sobrou desta trilha foram as fotos e as paisagens. Literalmente. Tênis, meias e bronzeado deixei pelo meio do caminho.

        A trilha longa tem aproximadamente 5km de percurso e demora aproximadamente 4 horas. Fizemos o passeio pela manhã e, nem preciso escrever aqui que quase morri chegando ao final da trilha. A paisagem, porém, compensa qualquer sacrifício. A mistura e diversidade de árvores e folhagens impressiona.

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        O primeiro trecho da caminhada é no meio do mato. Como choveu bastante na noite anterior, o solo estava coberto de lama. Com muita habilidade consegui me sujar bastante e, como a recomendação era a de levar um tênis velho, o pobre coitado não resistiu.

        Depois do trecho de lama, o tênis começou a secar e, acreditem: se desfazer no meio do percurso! Sim, as duas solas se descolaram completamente e fiquei apenas com a parte de cima do tênis; embaixo era apenas a meia.

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        Esta parada ainda foi no trecho de mato, então eu ainda estava sorrido e não fazia ideia do que iria enfrentar. O tempo já estava bem quente, muito sol na cabeça e bastante água para hidratar.

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        Depois deste trecho, veio uma descida entre as pedras para o mergulho na primeira piscina natural.

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        Era difícil de acreditar no que os olhos podiam ver. Me senti no “Procurando Nemo”. Peixes coloridos, polvo, algas e é claro, corais. A piscina é super rasa então boiar – mesmo com o colete – é um desafio. Snorkel, respira, não colocar os pés no chão e nadar contra a correnteza. Que difícil! Claro que bati o joelho em alguns corais e saí da piscina toda ralada.

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        Mas a segunda parte foi pior. De uma piscina natural até a próxima era mais de 1km de distância de caminhada entre as pedras. Seria um trecho difícil para quem não tem um corpo atlético e fôlego de jovem. Agora imagine tudo isso somado à duas tapiocas no café da manhã, no sol das 11h nas pedras quentes de meias.

        Eu olhava para frente. Olhava para trás. A paisagem era a mesma e simplesmente não tinha para onde correr. Adiantava chorar? Claro que não. Só me restava respirar fundo e tentar alcançar o guia, que ficava cada vez mais distante dos passos cada vez mais lentos. Aproveitei para tirar algumas fotos porque em algum momento iria querer me lembrar deste dia com saudades desta paisagem.

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        Não sei como, mas sobrevivi. A segunda piscina natural era tão linda quanto a outra e, de certa forma, o cansaço foi embora junto com as ondas que levavam os peixes embaixo do mar.

        Ao final da trilha, fomos ao pico do Morro de São Pedro visitar a Capela de São Pedro dos Pescadores. Foi a cereja do bolo de um passeio com paisagens simplesmente incríveis.

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        O resultado do passeio foi: cabelo duro, joelho ralado, queimadura nas costas e bolhas nos pés. Não sei se tenho maturidade ou espírito aventureiro mas, se alguém me contasse o que eu vi seria difícil de acreditar. Algumas coisas precisam ser vistas com nossos próprios olhos para que fiquem para sempre eternizados em nossa memória e em nosso coração.

        Para quem pretende fazer este passeio, siga este conselho: não leve um tênis tão velho assim 😉

          Noronha em um dia: o ilhatur

          Para espantar o frio de São Paulo e matar as saudades do calor do Nordeste, vou contar hoje sobre o primeiro passeio que fiz em Fernando de Noronha. Fui para lá com duas tias e uma prima e saímos de São Paulo em uma quarta-feira às 09h30 de Guarulhos com escala em Recife. A escala é de quase duas horas e o voo até Noronha é de mais uma hora de duração. Chegamos em Noronha às 16h30 – horário local (1 hora a mais que o horário de Brasília). Neste primeiro dia não dá para fazer muita coisa além de deixar as malas na pousada e sentar para comer em algum lugar. O importante é se planejar para o dia seguinte, descansar bastante e se alimentar bem.

          No dia seguinte ~ o que seria nosso primeiro dia de passeio ~ optamos por fazer o “ilhatur”. É um dos principais passeios da ilha e normalmente as pessoas fazem no primeiro dia porque é aquele tour geral, o qual é possível conhecer os principais pontos de Noronha com um guia. O passeio começa às 08 da manhã; o guia passa na pousada com um jipe e pega os turistas. Os grupos são bem pequenos, então é possível das atenção às pessoas e fazer os passeios com bastante calma. Nosso grupo tinha 9 pessoas e conseguimos aproveitar bastante.

          A primeira parada foi a Praia do Sancho, eleita a mais bonita do mundo. É difícil acreditar no que os olhos estão vendo: realmente é um lugar de tirar o fôlego. A cor da água, do céu e da mata: tudo misturado em um cenário incrível e paradisíaco.

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          Mais à frente, é possível encontrar o Morro dos Dois Irmãos, um dos símbolos de Fernando de Noronha. Tivemos a sorte de um dia lindo ajudar ainda mais neste paisagem.

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          Para chegar à praia, há uma trilha ~ que ninguém conta ~ que requer certo grau de coragem. Há uma escadaria entre as pedras que para descer é no ritmo “respira fundo e vai”. Nunca me senti tão próxima do filme 127 Horas antes. É tenso mas é passageiro.

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          Em seguida, há uma descida entre as pedras mais tranquila que, ao final dá para esta vista:

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          Todo o esforço vale a pena para encontrar este lugar ao final da caminhada. É lindo e incrível!

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          Na praia do Sancho ficamos por volta de 1 hora e é possível mergulhar com pé de pato e snorkel. Foi a primeira vez que usei estes equipamentos e confesso que não é tão fácil quanto parece! O que eu engoli de água salgada…. rsrsrsrs mas a vista embaixo da água compensa qualquer tosse futura. A água é tão cristalina que conseguimos ver até o fundo do mar. Peixes, polvos, estrelas do mar e corais. Muitas cores misturadas no azul turquesa do mar.

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          Saindo do Sancho, vamos em direção à Praia do Sueste. Ali, é possível mergulhar com tartarugas marinhas e observar um pouco de “sua rotina” rsrsrs… o mar parece super tranquilo mas as ondas são super cansativas; este é o passeio que quase me matou de fome! Nadar a menos de um metro de distância das tartarugas é muito emocionante.

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          Logo em seguida, seguimos para a praia Cacimba do Padre. Tradicionalmente, esta é a praia para os surfistas que gostam de pegar boas ondas mas quando chegamos lá estava praticamente deserta. Uma delícia para colocar os pensamentos em ordem e refletir sobre o momento. Logo na saída da praia existem algumas barracas que servem almoço e experimentamos o peixe na folha de bananeira, uma delícia.

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          Depois do almoço fomos ao outro lado da ilha, para observar o mar de fora: a parte de Noronha que fica para o alto mar.

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          E, por fim, por volta das 17h fomos ao Mirante do Boldró para observar o pôr do sol. Esse lagartinho se chama “mabuia” e é tradicional de Noronha. A primeira vez que vi quase morri de medo mas ele é inofensivo e está por todos os lugares. Fiquei sentada em uma pedra no mirante e, em 10 minutos, apareceram cerca de 8 desses bichinhos andando por aí.

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          Como o tempo estava meio nublado, o pôr do sol não foi completo… mas com certeza a vista valeu a pena.

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          O ilhatur se encerrou com esta paisagem e por volta das 18h30 retornamos à pousada.

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          Gostei muito deste passeio para conhecer melhor as praias e os locais de Fernando de Noronha. Assim foi mais fácil se localizar por lá.

          Dicas para este passeio: leve ou alugue seu equipamento de mergulho. Como é um passeio bem demorado, leve na mochila apenas o essencial: protetor e repelente são indispensáveis, assim como uma canga para se secar. Se você gosta de fotografia, leve sua própria máquina fotográfica aquática. Se você não tiver, alugue antes do passeio para você mesmo tirar suas fotos – o nosso guia tirou fotos nossas e depois fez um CD – fiquei com vontade de chorar das fotos que ele tirou… pouquíssimas se salvaram!

          De resto, aproveite que este é um passeio incrível! 🙂