Vídeo: Valparaíso e Viña del Mar

 

Continuando a série de posts pelo Chile, hoje tem mais um blog no Canal no Youtube! Eu e Carol vamos contar um pouquinho mais sobre o bate e volta à Valparaíso e Viña del Mar. Depois da aventura à Cajón del Maipo, resolvemos fazer este passeio por conta própria.

Fomos até à estação rodoviária e compramos passagem de ônibus até Valparaíso por 3.500 pesos ~ cerca de 18 reais ~ que fica a 130km de Santiago em pouco mais de 1 hora de viagem. Aperta o play pra conferir!

Valparaíso é uma cidade portuária e patrimônio da Unesco, com artes a céu aberto espalhadas por todo o canto.
Nossa primeira parada foi em La Sebastiana, uma das casas de Pablo Neruda que se tornou um museu aberto à visitação. Por 7 mil pesos é possível explorar cada cantinho de onde o escritor morou e conhecer um pouco mais de sua história. Vale a visita!

E saindo do museu, seguimos sem rumo pelos altos e baixos da cidade. Literalmente. São mais de 40 morros pela cidade: esteja disposto a caminhar bastante! O que ajuda também são os ascensores espalhados pela cidade, que são uma espécie de elevador e bondinho bem baratos e que sobem e descem até os cerros que existem na cidade.

 

 

Aproveite e curta cada cantinho e cada parede colorida de Valparaíso!
Para o almoço, fizemos uma pausa em La Concepción ~ um restaurante com vista para o porto e comida maravilhosa!

Depois do almoço, seguimos de Uber a Viña del Mar. A apenas 9 km de Valparaíso, a viagem durou cerca de 10 minutos. Caminhamos pelo calçadão

e fomos conhecer o famoso relógio de flores da cidade. Logo depois, tive que matar a vontade de colocar os pés no mar do Oceano Pacífico. Que água gelada! Mas valeu a pena.

Dá para visitar as duas cidades em um único dia, adoramos fazer este passeio.

E aí, o que achou dessa aventura?
Conta pra gente 🙂

    Vídeo: Cajón del Maipo e Embase el Yeso

     

    Este capítulo da viagem ao Chile vai ser um pouquinho diferente: vamos contar os detalhes em vídeo. Isso mesmo! Fizemos um vlog super especial para mostrar a nossa aventura para Cajón del Maipo e Embase el Yeso. Aperta o play aqui:

    A menos de 20km da capital Santiago (e a cerca de 1h30 de viagem devido à estrada ser bem estreita), a região de Cajón del Maipo e Embase el Yeso vale a pena ser visitada! Contratamos um tour no Mercado Central de Santiago e saímos logo cedo em direção a Embase el Yeso. Nosso passeio começou em San José de Maipo, uma aldeia pequena fundada em 1792. Lá, fizemos uma pequena pausa para tomar um café e seguimos viagem em direção ao destino final. Então, seguimos até o reservatório El Yeso, localizado a 2.500 metros acima do nível do mar, e a principal reserva de água de Santiago. A paisagem é de tirar o fôlego. Literalmente.

    O serviço de tour que contratamos não seguia viagem até o destino final… fomos de ônibus, que não subia até o topo da montanha em Yeso. Ou seja, tivemos que ir caminhando. Apesar da paisagem maravilhosa, foi bem cansativo: tivemos que subir cerca de 4km a pé a 5.000 metros de altitude! Ainda bem que não estava tão frio e que já era primavera. É importante saber: antes de ir, veja as condições climáticas pois durante o período de neve, a caminhada se torna ainda mais difícil e perigosa.

    Claro que a caminhada valeu a pena. Cheguei cansada, mas a paisagem é maravilhosa em uma vista surreal: mistura de montanha, neve e lago em cores lindas. Mas acredito que poderia ter sido melhor. Quando chegamos ao topo da montanha, vimos várias vans que levaram seus passageiros até lá, com água, comida e vinho (snif!).

    Nós fizemos nosso lanche apenas na volta, depois de descer mais 4km a pé. Pelo menos na descida foi um pouco menos cansativa.

    Contratamos a empresa chamada Turistik ~ por 50 mil pesos, ou cerca de 250 reais, que nos levou até as montanhas. Vale a pena pesquisar as empresas que fazem este passeio antes de fechar. Com deixamos para definir este passeio na hora, faltaram opções para uma busca melhor. Fica a dica: pesquise e pergunte muito!

    Vá com roupas confortáveis e leve com você sempre uma garrafa de água. Apesar da aventura ~ e de alguns perrengues ~, este é um passeio imperdível, que nos proporciona fotos maravilhosas em uma paisagem tranquila e silenciosa.

    Conte o que achou do passeio e do nosso vlog! 🙂

      Descobrindo a lenda do Casillero del Diablo

       

      Para quem amou o post anterior sobre a minha visita à vinícola Concha y Toro, hoje tem mais! Depois de conhecer as uvas, o casarão de Don Melchor e fazer duas degustações, seguimos para um dos pontos mais legais do passeio: conhecer de pertinho a lenda do Casillero del Diablo.

      Fomos até a adega original da lenda de Don Melchor, que foi feita em meados do século XIX. Atualmente, a adega é um patrimônio arquitetônico da vinícola. Ela foi construída à base de tijolos assentados com uma técnica conhecida como cal e canto (mistura de areia, cal e clara de ovo) que dá firmeza à estrutura e permitiu que a adega tenha se mantido quase que intacta ao longo dos anos. Além disso, ela fica quatro metros abaixo da terra, o que mantém naturalmente as condições perfeitas para a guarda do vinho no barril.

      E é justamente assim que a lenda começa. Por ter condições perfeitas para guardar os melhores vinhos, don Melchor construiu esta adega para consumo pessoal. Porém, algumas de suas melhores garrafas começaram a desaparecer. Para evitar que isso continuasse acontecendo, ele criou uma lenda e espalhou o boato de que o Diabo mesmo era quem cuidava do local. Desde então, nunca mais nenhuma garrafa sumiu do lugar que, com o tempo passou a se chamar ‘Casillero del Diablo’, dando origem ao vinho chileno mais conhecido e reconhecido mundialmente.

      Esta parte do passeio é bem interativa, com filmes, sons e barulhos que deixam os visitantes entrar totalmente no clima e no mistério que cercam a lenda.

      Atualmente, a adega abriga a lenda e os melhores vinhos da vinícola, inclusive o acervo pessoal dos sócios da empresa.

      E aí, o que achou da lenda? A melhor herança que a lenda nos deixa é o próprio vinho Casillero del Diablo, que é uma das marcas mais icônicas e famosas da vinícola e um dos meus vinhos favoritos.

      Me conte o que achou dessa história e continue acompanhando mais curiosidades e histórias da minha viagem ao Chile 🙂

        Um tour pela vinícola Concha y Toro

         

        Impossível escrever sobre vinhos por aqui e não falar da Concha y Toro né? Para quem acompanha o blog há algum tempo sabe do meu carinho pela marca e que na minha viagem ao Chile não poderia ser diferente: o tour pela vinícola Concha y Toro seria uma parada obrigatória. 🙂

        Saímos de São Paulo com a reserva já feita através do site. É possível agendar com até 24h de antecedência, dependendo da disponibilidade dos horários. Chegando à Concha y Toro, basta se identificar na entrada e informar o número da reserva para ter o acesso liberado.

        Existem dois tipos de tour: o Tradicional e o Marques de Casa Concha. A diferença entre eles é basicamente a quantidade de degustações e os horários de visita. Com maior disponibilidade de horários (é possível agendar visitas das 10h às 17h), optamos pelo tour Tradicional, com 1 hora de duração e guia em português. Este passeio custa 14 mil pesos (cerca de 75 reais) e inclui ~ além do tour pela vinícola ~ 3 degustações e uma taça da vinícola de presente ao final do passeio.

        Ao passar pelo portão principal, havia um guia para informar o ponto de encontro. Chegamos com cerca de 30 minutos de antecedência e o tour pela vinícola começou pontualmente no horário agendado.

        A visita começa pelos jardins da vinícola que dão acesso à mansão onde morava a família fundadora da Concha y Toro, que criou a marca em 1883. Tudo começou quando Don Melchor ~ o criador de Concha y Toro ~ trouxe uvas da Europa para plantio e consumo próprio de vinho.

        Atualmente, a marca conta com mais de 100 mil hectares de plantação, espalhados por 54 vinhedos do Chile, Argentina e Estados Unidos. A Concha y Toro possui 12 marcas de vinho (Carmín de Peumo, Don Melchor, Amelia, Terrunyo, Marques de Casa Concha, TRIO, Casillero del Diablo, Sunrise, Frontera e Almaviva) e exporta para mais de 100 países, sendo a maior marca de vinhos do mundo em produtividade.

        Saindo do jardim, caminhamos em direção ao vinhedo de Pirque Velho, com lugar para 26 cepas de uvas viníferas. A época de colheita é entre os meses de março e maio, portanto não foi possível ver as uvas; apenas a folhagem crescendo. E foi uma experiência e tanto, é realmente lindo!

        E então fizemos a primeira parada para degustação: o primeiro vinho foi um Marques da Casa Concha Sauvignon Blanc super leve e gostoso. Melhor ainda porque provamos com esta vista maravilhosa!

        Em seguida, em um ponto um pouco mais alto, passamos para a degustação de vinho tinto: fomos de Carmenere Marques de Casa Concha, um pouco mais encorpado mas igualmente delicioso.

        E seguimos o tour para uma das partes mais aguardadas do passeio: a lenda do Casillero del Diablo! Pudemos visitar e conhecer a área de armazenagem dos barris e um pouco mais sobre a lenda tão famosa de Don Melchor. Vou contar os detalhes dessa visita e um pouco mais sobre a lenda em um post exclusivo, com fotos incríveis ~ inclusive com o próprio diabo rsrsrs…. ~ aguardem!

        Finalizamos o passeio com uma última desgustação: um Casillero del Diablo! Ao fim do tour, fomos direto ao Wine Bar para almoçar. Entre sanduíches e saladas, é possível também escolher uma tábua de queijos e frios e harmonizar com os vinhos Concha y Toro. Eu comi um ciabatta de avocado com ricota, salmão e mostarda harmonizado com um Chardonnay. Incrível!

        Por fim, fomos à loja da vinícola com todas as variedades e marcas da Concha y Toro disponíveis para venda. Os preços são inacreditáveis se comparados ao Brasil. Tivemos sorte em aproveitar uma promoção de 4 garrafas de Marques de Casa Concha por 37.000 pesos (algo em torno de 185 reais). Apenas para comparar: aqui no Brasil é possível encontrar cada garrafa a partir de 120 reais. Ou seja, se você é fã de vinhos, vá com a mala vazia para aproveitar esta oportunidade!
        *Vale a pena consultar a companhia aérea. Eu fui de Latam e era permitido trazer na mala de mão 4 garrafas.

        Como chegar: a vinícola fica a cerca de 30km do centro de Santiago e é bem tranquilo utilizar transporte público para chegar até lá. Nós fomos de metrô e ônibus e o único ponto negativo foi carregar os vinhos que compramos na volta. Como os preço estavam muito bons, não resistimos e trouxemos pra casa algumas garrafas 🙂

        Fizemos o seguinte roteiro: no Metro de Santiago pegamos a linha 4 (azul escuro) até a Estação Las Mercedes. Saindo da estação, fomos à saída “Concha y Toro Oriente” e então pegamos um ônibus ~ apenas as linhas Metrobus n° 73, 80 ou 81, que param em frente à entrada da vinícola ~ que nos deixou bem em frente à entrada principal. Cada trajeto fica em menos de 1.500 pesos (cerca de 7 reais) por pessoa.

        Vinícola Concha y Toro
        Avenida Ramon Subercaseaux, 210 -Pirque
        De segunda à domingo das 10h às 17h
        Idiomas: espanhol, inglês e português

        Não perca o próximo post: vou contar um pouquinho mais sobre a lenda do Casillero del Diablo!

          De carona: uma semana no Chile

           

          De volta para casa depois de uma semana de férias! Para encerrar bem o ano, saí para conhecer o Chile com duas amigas em uma aventura incrível. Ao longo das próximas semanas vou contar em detalhes todos os passeios, pontos positivos ~ e negativos ~ e algumas dicas imperdíveis para curtir a viagem da melhor maneira. Se você está planejando ir para lá, não deixe de acompanhar o blog.

          E para começar, vou resumir um pouquinho aqui do que fizemos por lá dia a dia.

          Dia 1: saída de São Paulo para Santiago. Nosso voo chegou perto das 11h da manhã. Conseguimos uma passagem pela Latam ida-volta por R$ 681; vale a pena ficar de olho nestas promoções porque realmente valem a pena! Na saída do aeroporto, chamamos um Uber e fomos direto ao nosso apartamento que alugamos via Airbnb. O apartamento é super bem localizado, na região central de Santiago com fácil acesso ao metrô. Com capacidade para até 3 pessoas, foi super tranquilo contar com uma cozinha para fazer comidinhas caseiras depois de dias longos de passeio.

          * fique atento com o transporte no Chile. Quando pedi dicas de transporte, não teve exceção: todo mundo me falou para tomar cuidado com táxi por lá. Como a moeda é bem diferente da nossa, é comum o turista confundir os valores e muitas vezes os taxistas se aproveitam disso. Se você tiver internet por lá, vale a pena contar com Uber a Cabify. Usei este serviço durante toda a viagem e não tivemos grandes ocorrências com cobranças ou trajetos.

          Depois de deixarmos as malas no apartamento, fomos explorar a região. Caminhamos em direção ao Mercado Central e à Plaza de Armas. Esta é uma região bem agitada e repleta de lojas e comércio popular. Quase fomos furtadas então fica a dica: mochilas sempre para frente e celular no bolso! Almoçamos em um restaurante peruano por ali mesmo e retornamos ao apartamento. À noite fomos jantar no Pateo Bellavista, um local a céu aberto repleto de restaurantes e bares: parada obrigatória para quem curte um pouco de agito em Santiago.

          Dia 2: já no domingo fomos abençoadas com o tempo: céu azul, sol e bastante calor. Decidimos então caminhar pelo Parque Bicentenário e tivemos a sorte de encontrar uma feira de comidas típicas e artesanato. Descobrimos que a feira acontece todo domingo a cada 2 meses no local. Vale muito a pena pesquisar antes de ir porque a feira é realmente muito bacana 🙂

          Continuamos a caminhada e paramos para almoçar no Mestizo, restaurante que fica dentro do parque e foi recomendado por 100% das pessoas que me deram dicas do Chile. E realmente, faz justiça à fama que tem: lugar bonito, bom atendimento e comida deliciosa. Vou postar mais detalhes depois, aguardem…

          Dia 3: na segunda-feira perdemos uma guerreira rsrsrs… uma das amigas não conseguiu tirar férias e voltou pra São Paulo. Em duas pessoas, tínhamos a semana toda pela frente para continuar aproveitando a viagem. Seguimos então para Cerro Santa Lucia, um morro dentro da cidade com um parque com praças, fontes e escadarias que levam a um mirante, o qual é possível aproveitar uma linda vista de Santiago.

          Tentamos fazer outros passeios também mas segunda-feira grande parte dos museus e atrações estavam fechados. Seguimos então para o Parque Arauco, um shopping a céu aberto bem estilo americano.

          Dia 4: dia de passeio cultural. Começamos pelo Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, que conta histórias e memórias da ditadura chilena; um passeio incrível pela cultura do país, o qual foi possível entender um pouquinho mais sobre essa parte da história tão marcante na América Latina. A entrada é gratuita e para quem curte arte e história esta é uma parada obrigatória.

          Em seguida fizemos uma breve visita à Catedral Metropolitana de Santiago e seguimos o passeio e o almoço para o bairro Itália, repleto de arte e gastronomia.

          Dia 5: um dos sonhos realizados foi a visita à vinícola Concha y Toro, uma das marcas mais amadas deste blog <3  vai ter post detalhando tudinho sobre a visita, mas já adianto: é um passeio SENSACIONAL para os amantes de vinho! É possível passear, conhecer a vinícola, degustar, comer bem e ainda levar os principais vinhos da marca por preços bem mais acessíveis. Fizemos o passeio por conta própria em transporte público e foi super tranquilo. Em breve postarei os detalhes de como fazer a reserva e chegar à vinícola com tranquilidade e diversão.

          Depois desta visita seguimos para o Sky Costanera ~ o prédio mais alto da América Latina, com 300m de altura ~ para observar o pôr do sol nas alturas. Simplesmente sem palavras!

          Dia 6: um dos passeios mais aguardados era a mini viagem para Cajon del Maipo e Embalse el Yeso. Depois de duas horas de viagem de ônibus, foi possível encontrar esta vista maravilhosa. Muito frio e muito perrengue para chegar até o topo, mas o azul da água e a neve da montanha compensaram qualquer esforço.
          Este é um passeio que precisa ser bastante estudado na hora da contratação. Em breve vou postar – e mostrar mais detalhes – desse backstage rsrsrs…

          Dia 7: em nosso último dia de passeio, fomos até a rodoviária e pegamos um ônibus para Valparaíso. Para quem curte turistar sem pressa e observar cada detalhe de arte e arquitetura vai amar a cidade! Ela é famosa por abrigar La Sebastiana, uma das casas de Pablo Neruda que virou museu e vale muito a pena ser visitado.

          Além disso, a cidade abriga infinitos grafites nas paredes de casas nas subidas e descidas. Impedível!

          Terminando o passeio em Valparaíso, pegamos um Uber em 10 minutos estávamos em Viña del Mar, a famosa cidade do relógio de flores. Não perdi a oportunidade e coloquei os pés no – SUPER gelado – oceano Pacífico para renovar as energias e voltar para casa com o coração cheio de alegria e gratidão.

          Dia 8: retorno para São Paulo com muita emoção, já que com a mudança no peso das malas para despachar, 23 kg ficou pouco para o tanto de coisas que trouxemos rsrsrs… vale ficar atento a isto, principalmente em relação a quantidade de garrafas de vinho para não perder o controle. Voltamos pela Latam e é permitido transportar até 4 garrafas na mala de mão. Eu consegui trazer algumas garrafas na mala, então valeu muito a pena porque o preço realmente compensa 🙂

          Fique ligado por aqui, a partir da próxima semana irei compartilhar mais detalhes da viagem com passeios, trajetos, valores, o que fazer e principalmente: o que não fazer para não entrar em roubadas…. espero que gostem. Me contem aqui o que estão achando ok?!