Priorizando nossas conquistas

Não é fácil. Às vezes, crescer dói. E muito. Esse negócio de maturidade é mais complicado do que aquilo que vemos normalmente nos filmes. E não adianta tentar se enganar: não existe nenhuma receita milagrosa para passarmos ilesos pelo crescimento. O jeito é aprender na vida mesmo; sem anestesia para dar uma aliviada. Mas, apesar da dor, é somente no sofrimento que conseguimos extrair nossas melhores lições.

Hoje, estou mais perto dos trinta do que dos vinte e sei que existem alguns momentos da vida em que somos obrigados a tomar decisões que não são fáceis. Aquele tipo de atitude que ninguém pode tomar a não ser nós mesmos. E junto com as decisões, consequências. Temos que nos responsabilizar por elas também.

Ao longo dos anos (e das quedas), descobri que o dinheiro não compra tudo e que o nosso tempo é o bem mais precioso que temos portanto não podemos gastá-lo em vão. Palavras sinceras devem ser ditas sim, mas apenas no momento certo. Muitas vezes o silêncio vale mais a pena do que o desgaste causado pela má interpretação.

O coração deve sempre falar mais alto mas, de vez em quando, vale a pena pedir uns conselhos para o cérebro: ele sabe usar sempre a calma e serenidade para ajudar nas decisões enquanto um coração sozinho se deixa levar pelas emoções e quase sempre resultam no arrependimento.

Com o tempo, a gente aprende que não se pode ter tudo (aaahhh como eu achava que era possível…), que não conseguimos abraçar o mundo e que não é possível agradar a todos. Por isso, pare de tentar: é cansativo demais. Estas são as lições mais valiosas. Lições que ouvimos de nossos pais desde bem pequenos mas só iremos acreditar e colocar em prática depois de muitos tombos e muitas decepções. E como a vida seria mais fácil se ouvíssemos nossos pais desde criança: talvez eu não tivesse tantas desilusões… mas se não tivesse estas histórias para contar, não saberia a importância de passá-las aos meus filhos. Afinal, é errando que se aprende.

Talvez o grande aprendizado seja que a vida é feita de caminhos e escolhas. E quando decidimos por um deles, o outro fica para trás. Sem olhar para trás, temos decisões a tomar e frutos a colher a partir de nossas escolhas. É claro que sempre alguma coisa vai ter que ser deixada de lado. Impossível levar tudo em apenas um caminho. O lado bom é que talvez a jornada escolhida seja tão divertida que a gente pode nem lembrar daquilo que ficou no passado. E, se as escolhas não forem boas, há sempre uma nova oportunidade para escolher um novo caminho.

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Acredite: não vai ser fácil. Mas vai valer a pena.

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