O acidente do banho-maria

 

Há algumas semanas ~ ou enquanto ainda existia frio em São Paulo ~ decidi convidar algumas amigas para fazer uma noite de fondue aqui em casa. O cardápio era simples: fondue de queijo, vinho e fondue de chocolate com frutas frescas para a sobremesa. Cada uma ficou responsável por um ingrediente e a amiga da sobremesa trouxe as barras de chocolate para derretermos na hora de servir.

Como eu sei tudo sobre ler receitas na internet e reproduzí-las perfeitamente, já me encarreguei do fondue de chocolate… peguei as barras, a panela e disse “deixa comigo que eu faço isso aqui rapidinho enquanto vocês conversam”.

Panela com água, pote dentro da panela e chocolate dentro do pote. Ou o famoso banho-maria para derreter o chocolate do jeitinho que a gente via nossas avós fazendo e parecia ser bem fácil. Na teoria…

… porque na prática foi um desastre! Tudo estava tão quente que foi difícil pensar o que fazer primeiro. Com um pano de prato em cada mão e cada uma delas segurando uma alça da panela que faltou mão para pegar o pote cheio de chocolate.
Afinal, como tirar o pote de dentro da panela? Como escorrer aquela água fervendo? Estas perguntas só veem à cabeça quando bate o desespero. Mas é claro que a primeira coisa que fiz foi levar a panela à pia para evitar qualquer desastre maior. O único detalhe é que a torneira estava aberta!

Torneira aberta, água caindo e a panela com o chocolate embaixo da torneira. Caiu muita água dentro do chocolate e, quando fui tirar o pote da panela, virou ainda mais chocolate na pia 🙁
Em pânico, já não sabia mais o que fazer e estava pensando se teria algum sorvete na geladeira para servir às minhas amigas. Mas aí, rapidamente, uma delas fechou a torneira e me ajudou a tirar o pote da panela… pegamos uma colher e tiramos o excesso de água do chocolate.

Nada que uma boa mexida não deixe o chocolate homogêneo novamente as coisas e fiquem ~ aparentemente ~ normais. Pelo menos as amigas que presenciaram essa cena, eram de casa! 😛

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Lição do dia: na dúvida, coloque o chocolate para derreter no microondas.

    Algumas vezes o barato realmente sai caro

    Por Peu.

    “No mês passado a família da minha namorada marcou um churrasco e eu fiquei incumbido de levar o meu pão de alho (se você ainda não conhece a receita clique aqui). Acontece que de última hora apareceu uma viagem do trabalho, no mesmo final de semana e com urgência. Logo, tive que resolver todos os assuntos casa/trabalho de uma semana em apenas um dia e ainda arrumar a mala (nem roupa limpa tinha direito). Para ilustrar e resumir a historia imagina um furacão, agora imagina ele passando dentro de uma casa, esse era eu falando no celular, respondendo email enquanto arrumava a mala e tentava adiantar algumas tarefas.

    Mesmo não podendo ir ao churrasco e com toda essa loucura decidi que deveria fazer os pães de alho para o pessoal. O problema era que não tinha um liquidificador/mixer, nem um espremedor de alho e não ia dar tempo de ir a nenhum lugar para fazer os pães ou comprar um dos utensílios (mesmo que desse tempo não iria comprar, sou mão de vaca e iria preferir esperar uma promoção rsrsrs).

    Mas em alguns segundos minha vida mudou, em uma passagem rápida pelo mercado perto de casa eis que me deparo com ele, a minha salvação, um belo e barato e porcaria espremedor de alho. Como era super barato não pensei duas vezes, já peguei o espremedor, comprei o resto que faltava para a receita e fui correndo para casa. Do mercado até em casa foram alguns minutos de glória, eu havia resolvido o meu problema com uns poucos reais (não lembro quanto foi, mas foi muito barato). Aquele objeto comprovava minhas teorias de que não precisamos gastar uma fortuna em objetos que vamos usar uma vez na vida e outra na morte, com apenas um objeto (eu já disse que foi barato???) eu faria minha receita, que ficaria ótima e todos comeriam felizes para sempre.

    Eis que pouco depois, um dos ditados populares mais miseráveis prova mais uma vez ser verídico: “Felicidade de pobre dura pouco”. Quando fui espremer o segundo dente de alho o meu novíssimo espremedor quebra (eu já disse que foi muito barato mesmo???). E lógico que a Lei de Murphy não ia ficar de fora da festa, com tantas partes da peça para quebrar a única que quebrou foi exatamente a que não poderia quebrar. O espremedor ficou inutilizável e ainda só não foi para o lixo porque temos uma ligação sentimental muito forte por tudo que passamos juntos (ou só por eu esquecer mesmo).

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    Quem me conhece deve imaginar como eu fiquei contente com essa situação. Além de jogar meu dinheiro fora (eu já disse que essa porcaria foi uma fortuna???) ainda tive que fazer o pão de alho na faca (o que levou horas), acabei perdendo o ponto da manteiga e no final nem ficou tão bom. O pessoal foi enganado com um “eu mudei a receita para deixar mais suave” e teve gente que achou que ficou até melhor. Ainda bem que não tive que olhar para a cara daqueles pães, já tinha criado um ódio por eles que era capaz até de queimar todos apenas com o um olhar fulminante.

    Bem pessoal, por hoje é apenas esse meu relato triste. Me dói dar o braço a torcer e falar, mas algumas vezes o barato realmente sai caro.

    Grande Abraço e até a próxima, fuuui!!!”