Perfeitamente imperfeita

 

Hoje tive o prazer em conhecer mais de perto um pouquinho mais sobre o projeto Fruta Imperfeita e recebi minha primeira entrega aqui em casa super fresca, saudável e colorida.

Trata-se de uma assinatura ~ quinzenal ou semanal ~ de cestas com um mix de frutas,  legumes e verduras de pequenos produtores que nem sempre tem a oportunidade de ir para o supermercado pois não são ‘esteticamente perfeitas’.

A ideia da Fruta Imperfeita é conectar as pessoas que estão cansadas dos atuais padrões de beleza, comportamento, consumo e estilo, onde a imagem da perfeição é colocada em um pedestal, que se traduz por status, sucesso e prestígio. E empresa acredita que a quebra desses padrões abre novas possibilidades e nos prepara para encontrar um novo ~ e próprio ~ caminho, mostrando que o ‘ser’ é mais valioso que o ‘ter’.

Com isso, a Fruta Imperfeita quer combater o desperdício e ajudar na conscientização das pessoas para evitar o desperdício de alimentos e incentivar o pequeno produtor.

O mais bacana deste projeto é que toda semana é um mix diferente e surpresa: você escolhe apenas o que não quer receber e a caixa chega no seu endereço com até 14 variedades de frutas, legumes e verduras diferentes. As assinaturas têm tamanhos e valores variados, com cestas a partir de R$ 17 (assinatura semanal mista PP, de 3kg de alimento).

Além disso, a cada nova entrega é possível devolver a caixa da entrega anterior, ajudando na redução de geração de lixo.

Por enquanto o serviço está disponível apenas em algumas regiões da cidade de São Paulo; vale a pena acessar o site aqui e conferir se a entrega está disponível para você. Comparei os valores de alguns produtos e cheguei à conclusão de que vale muito a pena incentivar o consumo consciente e o pequeno produtor, criar novas receitas e ainda receber os produtos frescos sem sair de casa. Vale a pena conferir este trabalho!

    Reciclando em casa #4: metal

    E no último capítulo sobre reciclagem dentro de casa, vou escrever um pouco sobre o material mais comum em nosso dia-a-dia e o que mais reciclamos: o metal. Assim como o vidro, o metal reciclado tem praticamente todas as características do metal comum: ele pode ser reaproveitado diversas vezes sem perder seu aspecto original ou qualidade.

    Presente em nossa rotina, latas de refrigerante ou de alimentos são 100% recicláveis – lembrando que devem ser descartadas no lixo separado do orgânico e sempre limpos, para que não contaminem os demais descartes destinados à reciclagem. É muito importante separarmos o lixo de metal do lixo orgânico pois se jogado à natureza ou aterros sanitários, metais como alumínio podem demorar até 500 anos para se decompor!

    Outra curiosidade é que os diferentes tipos de metal tem tratamento separado na reciclagem: alumínio, cobre, aço e ferro passam por processos de reciclagem diferente. No Brasil, quase 100% das latas de alumínio passam pelo processo de reciclagem, o que também mantém diversas cooperativas de catadores e recicladores de metal.

    O que pode ser reciclado:

    • Latas de bebidas e alimentos;
    • Fios elétricos;
    • Bandejas e panelas;
    • Marmitex;
    • Alumínio, Cobre e Aço;
    • Talheres;
    • Papel alumínio.

    O que não pode ser reciclado:

    • Latas de tinta, verniz, solvente e aerossol;
    • Lata de inseticida e pesticida;
    • Latas enferrujadas;
    • Pilhas e baterias;
    • Esponja de aço;
    • Clipes e grampos.

    ciclo

    Espero que tenham gostado das dicas do reciclando em casa. Eu pude aprender muita coisa que não sabia e, a partir de agora, estou tomando mais cuidado com as compras de supermercado e o descarte dos lixos. É um pequeno passo, mas é a minha contribuição por um mundo melhor.

    Fonte: Instituto GEA, Sua Pesquisa

      Reciclando em casa #3: vidro

      O vidro, assim como o plástico, é um dos materiais mais comuns que encontramos nas compras de casa, principalmente nas embalagens de alimentos: vidros de azeitona, azeite, molho de tomate, etc. Uma das vantagens do vidro é que é composto por material 100% reciclável, ou seja, depois de ser descartado ele pode ser reaproveitado para a fabricação exata daquilo que era antes (por exemplo, se jogarmos fora um vidro de geléia, ele pode ser utilizado para a fabricação de novo vidro de geléia). O único problema é que o vidro não é um material biodegradável; ou seja, ele não se decompõe no ambiente – uma vez jogado na natureza, pode ter certeza de que nossos netos irão encontrar o mesmo vidro, intacto.

      Por isso é importante prestar atenção nos materiais que compõe nossas compras de mercado e onde iremos descartar as embalagens depois do uso. Se o prédio ou casa onde você mora não possui coleta seletiva, procure comprar produtos com embalagens biodegradáveis, assim, se houver mistura com material orgânico, o lixo pode ir para os aterros sanitários para o processo de decomposição. Caso contrário, faça a limpeza do vidro antes de descartar, para tornar possível a reciclagem.

      No Brasil, cerca 3% de nosso lixo é composto pelo vidro e, desse material, quase 47% é reciclado. 100% é reaproveitado, o que consequentemente gera economia de material e energia às industrias produtoras de vidro. Veja abaixo o que pode e o que não pode ser reciclado, para contribuirmos com a redução de lixo indevido e o descarte deste material no meio ambiente.

      O que pode ser reciclado:

      • Copos e jarras;
      • Frascos de remédio e perfume;
      • Garrafas;
      • Vidro colorido;
      • Potes de alimentos.

      O que não pode ser reciclado:

      • Espelhos;
      • Pirex e vidros temperados;
      • Vidros de janelas, box e carros;
      • Lâmpadas;
      • Tubos de televisão e válvulas;
      • Ampolas de medicamentos,
      • Cristal, porcelana e cerâmica.

      Abaixo, o diagrama mostra o ciclo de reciclagem do vidro. É importante ressaltar que, ao descartar, o vidro deve estar limpo e descontaminado, para que possa ser reciclado. Cacos de vidro também são recicláveis mas é importante que sejam embrulhados em papel ou jornal antes de jogados no lixo!

      Reciclagem_vidro-2

      Fonte: Instituto GEA, How Stuff Works.

        E o que eu tenho a ver com isso?

        A polêmica das sacolas de plástico. O que afeta a minha vida? O que eu tenho a ver com isso? Porque eu devo me preocupar? Estas perguntas me apareceram hoje, na minha ida semanal ao mercado para comprar produtos de limpeza (apenas um adendo: estou desconfiada de que minha ajudante toma Veja Perfumes da Natureza ao invés de água. Nunca vi acabar tão rápido…).
        Há vários meses eu, namorido e minha família já adotamos as sacolas retornáveis – ou ecobags. Confesso, levamos um tempo para nos adaptar, mas conseguimos vencer o pré conceito e entender tudo o que envolve uma sacola plástica e quais as suas consequências.
        E é triste (para não dizer revoltante) ver que em um supermercado de aproximadamente 15 terminais de caixa, apenas duas pessoas usavam a ecobag para guardar suas compras – eu e minha mãe. E, ao conversar com a caixa sobre o assunto, tivemos que ouvir “a gente não deixa as sacolas plásticas expostas, entrega ao cliente somente o necessário e adotou a medida de contratar um embalador por terminal, para o cliente não abusar e pegar muito mais sacolas do que realmente precisa”.


        Fala sério. Aposto que mais de 90% destas pessoas irão usar essas sacolas como lixo ou então simplesmente fazer com que elas componham o seu próprio lixo. Elas não são recicláveis, demoram pelo menos 200 anos para se decompor e ainda liberam toxinas, entopem bueiros, matam animais e de quebra também poluem.
        E agora eu me pergunto: o que isso afeta a minha vida? Sendo um pouco egoísta, isto afeta minha rinite devido a não dispersão da poluição no ar, afeta o trânsito para ir para casa devido aos alagamentos e entupimentos de bueiros e esgotos, afeta no aumento de ratos e insetos devido ao desequilíbrio na cadeia alimentar. Agora pensando no meio ambiente, já podemos imaginar o tamanho dos danos de mais de 11 milhões de pessoas na cidade de São Paulo usando e descartando suas sacolas plásticas por aí.

        Apenas um desabafo. Espero que a gente consiga mudar nossas crenças e opiniões enquanto há tempo. Não muito.

        Lição do dia: vamos adotar de vez as ecobags. Não poluem, não são jogadas fora. Não ocupam espaço no carro, não furam, não rasgam e cabem pelo menos quatro vezes mais produtos que as sacolinhas de plástico.
        Dica de leitura: Por uma vida sustentável.