Uma mensagem do futuro

 

Oi. Eu sou você do futuro e estou aqui para te contar que no fim, enfim deu tudo certo.

Todos os seus sonhos, planos e desejos tornaram-se realidade. Pode acreditar que toda esta luta foi recompensada.
Claro que tiveram pedras no caminho e muitos momentos de dificuldade. E muitos dos seus problemas vieram juntos, só para testar suas forças para continuar em pé. Sabe quando você pensou em desistir e mesmo assim continuou a persistir? Na batalha. Na fé. Na esperança. Valeu a pena.

Não há vitória sem suor e a sorte só existe para aqueles que trabalham duro. Portanto, tenha calma, respire fundo e não desanime… seu trabalho ainda vai te levar para longe ~ onde você quis chegar ~ e quando você chegar onde eu estou hoje, vai perceber que aquelas lágrimas de desespero foram transformadas em choro de alegria.

Pare de se comparar com as outras pessoas porque cada um está num momento diferente da vida e não podemos julgar a história de cada um pela sua aparência. Cada um sabe das dores e dificuldades de sua própria vida e quando despejamos nosso tempo querendo entender a realidade da outra pessoa, perdemos tempo para construir a nossa história. Deixe as comparações de lado. Deixe o que não é relevante de lado. Vamos ser felizes do nosso jeito, cercado das pessoas que a gente ama. Isso sim é importante.

E quando você achar que tudo está perdido, sente. Tome um café e repense seu caminho. Talvez seja possível mudar a rota mas desistir jamais. Nunca pense em deixar para trás o que te faz feliz. Você é único. Não deixe as outras pessoas dizerem como fazer. Segure as rédeas da sua vida e siga seu coração porque ele sim saberá o que fazer. Desistir não é uma opção.

E eu te garanto: seu futuro será lindo. Confie. Acredite. E siga em frente.

    Por favor, pare.

     

    Por favor, pare. Chega de julgar a felicidade de outras pessoas baseada em suas próprias crenças. Apenas pare. E deixe cada um ser feliz do jeito que bem entender. A vida não é um comercial de margarina. Ainda bem! Deixa cada um escolher o seu café da manhã e ser feliz: porque além da margarina, há o requeijão, cream cheese e a manteiga. E tem aqueles que gostam de comer o pão puro. E pronto. A felicidade é simples… a gente que complica demais.

    Cada vez mais, sou adepta à crença de que não existem regras para seguirmos os caminhos da vida. Casar, ter filhos, uma carreira de sucesso, viajar o mundo. Quais são as suas metas e seus objetivos? “O que te faz feliz?”

    Eu simplesmente cansei de ser cobrada para ter namorado, filhos, cargos cheios de títulos elegantes e a me contentar com qualquer migalha que a sociedade quer. Talvez, estivesse nos círculos de pessoas erradas, que acreditam que felicidade é uma fórmula e que devemos seguir os mesmos passos.

    Quando passei a acreditar que a felicidade é ser verdadeiro com seu coração, sua alma e suas atitudes, a vida se tornou mais leve. E já não me importo mais com julgamentos daqueles que não conhecem a minha história.

    Talvez não esteja faltando amor no mundo. Falta compaixão entre as pessoas. Colocar-se no lugar do outro, entender o outro e, acima de tudo, respeitar as decisões de cada um. Eu sei que não é fácil, mas precisamos tentar viver sem preconceitos e com liberdade para escolher ser o que quisermos.

    A vida é muito curta para ignorar o sentimento das pessoas e reprimir suas vontades. Seja feliz, mas também deixe que o outro seja feliz. Cada um à sua maneira.

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      A hora do adeus…

      A vida e a morte. Engraçado como as duas estão lado e lado e, na maioria das vezes a gente nem percebe. A morte parece tão distante que, a princípio, ignorar sua existência é o mais fácil a se fazer e o menos dolorido. Até que ela chega perto e, quando chega, a gente começa a dar mais valor à vida.

      Não sei exatamente o efeito que a morte causa em cada uma das pessoas – mesmo porque cada um reage de uma forma diferente, mas estar em sua presença nos proporciona uma avalanche de sentimentos que fica difícil até de se explicar. Tristeza talvez seja o primeiro deles, seguida por saudade, comoção e coração apertado. Em alguns casos aparece o arrependimento e aquela vontade de voltar no tempo só para ter falado (ou deixado de falar) aquilo que precisávamos mas nunca tivemos a coragem. O que eu admiro são aqueles que ficam tranquilos perante à morte.

      Quando alguém que amamos está indo embora, lembramos tudo o que o que fizemos em vida por aquela pessoa. Será que o abracei o suficiente? Será que sentamos e conversamos sobre tudo? O quanto eu ri e me diverti com aquela pessoa? Será que pude aprender tudo o que ela tinha para me ensinar? Nós brigamos muito por coisa tolas? Não sei. Talvez agora seja tarde demais para tais questionamentos. Deveria ter feito estas perguntas enquanto a vida ainda não estivesse no fim.

      E, de perto ou de longe, a morte é a única certeza nesta vida. As pessoas nascem sabendo que vão morrer, com a única dúvida de “quando” o momento vai chegar. Alguns acreditam que já está escrito; outros acham que depende dos caminhos escolhidos. Eu particularmente gosto de viver na dúvida: talvez seja uma boa coisa não saber ao certo quando a vida vai chegar ao seu fim. A vida ganha o elemento surpresa e nos dá a oportunidade de escrevermos nossa própria história, apagar e começar novamente se for necessário. A vida sempre nos dá o tempo suficiente. Até a morte chegar.

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        Sobre a vida. E a morte.

        A vida e sua mania de ser surpreendente. Imprevisível e totalmente inevitável. Intensa e, ao mesmo tempo, curta. Finita. Muitas vezes, insuficiente.

        Como explicar aquilo que nos parece inexplicável sobre a vida? E porque pensamos sobre isso apenas quando estamos tão perto da morte? Eu acredito que a morte seja apenas um momento de passagem para algo muito maior que a própria vida; mas então porque sou egoísta em querer manter todos por aqui?

        Em alguns casos, a morte pede licença. Bate à porta, pede para entrar e nos permite despedir. E nestes casos, ironicamente, a morte é remédio, solução e cura tanto para quem vai, tanto para quem fica. Mas existem situações em que a morte é rude, grosseira: chega sem ser convidada, nos pega de surpresa e nos deixa completamente sem reação. Às vezes ela vem acompanhada da revolta, do silêncio e outras vezes do arrependimento. Daquilo que dissemos quando estávamos nervosos ou de tudo o que não dissemos quando e era tarde demais. O quanto amávamos, o quanto queríamos nos desculpar ou o quanto o passado ficou no passado. Nada disso importa mais.

        A dor é o que sobra e aos poucos dá lugar à saudade. Saudade de tudo o que fica e o aperto no coração por aqueles que foram embora, até que um dia tudo vira lembrança e, de certa forma, nossos corações ficam – finalmente – em paz.

        E ao longo de tantas despedidas, aprendi a não deixar passar mais nada. Não deixo para depois a vida, as palavras e os sentimentos. Desapego do dicionário do “e se”, do “talvez” e do “deixa para depois”. Depois pode ser tarde; ou pode ser nunca mais. Obviamente não posso deixar de viver a vida para planejar a morte. Mas posso conviver com a vida sem temer a morte.

        Ser leve e fazer o que tiver vontade. Dizer, abraçar, amar, perdoar. Seguir adiante. Ou não deixe para amanhã ou deixe para lá. Porque quem não vive, a cada dia morre um pouco e deixa um sonho para trás.

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          A lua e eu

          Semana eu estava estendendo a roupa no varal (ah a rotina de dona de casa…), perdida entre meus pensamentos, ansiedades e as meias brancas, quando me distraí por um segundo e olhei para o céu através da janela escondida da lavanderia.

          Foi quando perdi todo o foco para me encantar pela lua que brilhava no céu. Apaixonante. Hipnotizante. Eram quase onze e meia da noite, de um céu pós-chuva, cheio de nuvens e sem nenhuma estrela para lhe acompanhar. E mesmo assim, era noite de lua cheia: única, soberana e espetacular em uma cidade que parecia já adormecida.

          Não sei se naquela noite mais alguém abriu a janela para admirar a lua do mesmo jeito que eu admirava. E entre tantos sonhos e aspirações, eu podia ouvir o barulho dos carros na rua, dos alarmes disparando, dos cachorros latindo e dos aviões passando. Mas, ao mesmo tempo, podia ouvir o silêncio e a calmaria transmitida pela luz da lua, refletida através de meus olhos.

          Na verdade, a lua não se importava se existia alguém ali, olhando para ela. Pouco se importava também se estivesse sozinha, sem a presença de estrelas. E o mais incrível é que não importa o que aconteça, a lua nunca deixa de aparecer. Mesmo em noites de neblina, ela está sempre lá. Mas quando ela aparece, é sempre para brilhar. Ela não se importa em dividir seu espaço com estrelas, nuvens ou cometas pois sabe que o céu é generoso e grande demais e sempre haverá espaço. A lua sabe de sua importância para nós durante a noite mas tem a maturidade e humildade para ceder seu lugar durante o dia pois também sabe da importância do sol.

          Afinal não sei se a lua é muito diferente de mim: ela também tem suas fases, metamorfoses e transformações porque acredita que a vida seja um ciclo infinito e que é preciso se renovar sempre. Precisamos acreditar que a próxima fase é sempre melhor que a anterior e que o passado será um aprendizado para que possamos ser melhores no futuro. Minguante. Nova. Crescente. Cheia.

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          “Eu prefiro ser
          Essa metamorfose ambulante

          Do que ter aquela velha opinião
          Formada sobre tudo” Raul Seixas.