Ovo rola?

Sim. Rola. E no meu caso, mais do que isso: sai correndo na velocidade de uma moto numa pista de corrida.

Claro que se fosse num domingo à tarde em que eu estivesse de pijama velho isso nunca teria acontecido. O incidente aconteceu em plena quinta-feira às 07h30 da manhã, onde eu estava arrumada para o trabalho, maquiada e atrasada.

No meu projeto “ano novo, vida nova” está incluso tomar um café da manhã saudável em casa como qualquer pessoa normal. Já se passaram quase três meses de 2013 e ainda estava tomando suco de caixinha enquanto secava o cabelo. Foi quando resolvi inovar. Ovo quente para o café. Jeito saudável, diferente e uma maneira de estrear o copinho de ovo que ganhei.

Nem prestei muita atenção ao processo e aos riscos. Simplesmente abri a geladeira e peguei o ovo. Quando olhei pra trás, vi que tinha deixado a porta da geladeira aberta. E, em segundos, coloquei o ovo na pia e me virei pra fechar a porta. Foram os três segundos mortais: ele saiu correndo e puf: se arrebentou. No chão? Claro que não. Em cima do tapete. Novinho, limpo e cheiroso.

E naquele momento Deus olhou pra mim e disse “como você conseguiu fazer isso?” e eu não tinha respostas. Não sabia de ria, chorava. A vontade era de sair correndo mas o cheiro de ovo já estava se espalhando pela casa. E tive que recolher o ovo, passar escovão no tapete, pano pelo chão e bucha na pia. Aquela bagunça amarela pela cozinha que terminou com a minha volta ao banho pra tirar o cheio das mãos e pés (claro que eu tinha que estar descalça!) que parecia que tinha colado em mim.

Teste de habilidade, paciência e perseverança. Mais uma vez meus talentos e dotes culinários colocados à prova.

 foto

Lição do dia: ovo? Apenas aos finais de semana.

    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, acabou de chegar aos 30 com histórias [quase] normais.

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