A festa no interior

E para mim este final de semana foi mais um típico daqueles de Agosto, que eu passo no interior desde que nasci.
Em Monte Azul Paulista (cidade natal da minha família, a quase 420 km de São Paulo), mês de Agosto é sinônimo de festa. É a tradicional Festa do Padroeiro Senhor Bom Jesus, quermesse que celebra o santo padroeiro da cidade.

É montada uma enorme barraca na praça da Igreja Matriz e durante quatro finais de semana há muita música, comidas típicas, sorteios e o famoso Bingo: entre dinheiro e prendas, lá em Monte Azul o prêmio mais famoso é o frango recheado com farofa. Imperdível, todos de lá sempre falam que a graça do frango é ganhar e não comprar. E assim passamos as noites nas rodadas de jogo até conseguir o tão disputado frango.
Não há idade para se divertir: desde os pequenos da família até os mais velhos seguem a tradição da festa e (assim como eu!) esperam o ano todo para o grande evento.

E enquanto jogamos, há porções de carnes, porco, pastel, crepe e por aí vai…
É um evento que reúne a família toda e tenho paixão por esta festa desde que me conheço por gente. Acredito que a gente precisa de uma paixão, daquelas desde criança, pra gente se lembrar de vez em quando o quanto é bom reviver estes momentos.

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O famoso “frango com farofa” que ganhamos no Bingo. E lá a gente come com a mão mesmo; é aquele momento em que não há julgamentos ou preconceitos. Só comer o frango e ser feliz. Simples assim:

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Batata palito, frita com a casca. Perdi a conta de quantas porções em comi no final de semana… ainda acredito que é a melhor batata frita que já comi. Pra mim é o item mais importante da mesa da festa:

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E a melhor barraca da Festa: doces caseiros incríveis! Cocadas (ok, não gosto de côco, mas quem come, ama), brigadeiro no palito, morango coberto com chocolate, trufas… e maçã do amor:
Quem sabe não aparece uma receita dessas por aqui?

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Lição do dia: toda cidade grande podia ter um pouquinho de interior né?

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    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, atravessando os 30 com histórias [quase] normais.

    5 thoughts on “A festa no interior

    1. Maria Helena Goulart de Faria

      Esta quermesse me traz recordações maravilhosas….recordar é reviver….

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      caubi Reply:

      É sempre bom recordar e viver… 🙂

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    2. Cleo Salles Goulart

      Na minha juventude curti muito essa festa ………nossa paquera “inocente” era através do
      “Correio Elegante” .Aposto que você nem imagina como isso era feito…….
      O frango assado e a batata frita já existiam e tinha leilão de prendas ( doces ,assados e até prendas vivas ,porco , galinha etc.) .E ainda oferecíamos músicas especiais para as paqueras …….gostou do
      momento nostalgia !!!!! É recordar da saudades . Beijos

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    3. maria rita

      Continuando o momento nostalgia da Cleo…
      Sr. Carminati gritando: “Viva o Senhor Bom Jesus!!!
      E as flores da dona Lizetti?
      A barraca das prendas da dona Filhinha…
      A Alvorada e a banda …
      O correio elegante e as música que eram oferecidas …
      Doces recordações…

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      caubi Reply:

      Recordar é viver… adoro esses momentos de nostalgia!!
      Sempre bom relembrar estes tempos 🙂

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