Descobrindo a lenda do Casillero del Diablo

 

Para quem amou o post anterior sobre a minha visita à vinícola Concha y Toro, hoje tem mais! Depois de conhecer as uvas, o casarão de Don Melchor e fazer duas degustações, seguimos para um dos pontos mais legais do passeio: conhecer de pertinho a lenda do Casillero del Diablo.

Fomos até a adega original da lenda de Don Melchor, que foi feita em meados do século XIX. Atualmente, a adega é um patrimônio arquitetônico da vinícola. Ela foi construída à base de tijolos assentados com uma técnica conhecida como cal e canto (mistura de areia, cal e clara de ovo) que dá firmeza à estrutura e permitiu que a adega tenha se mantido quase que intacta ao longo dos anos. Além disso, ela fica quatro metros abaixo da terra, o que mantém naturalmente as condições perfeitas para a guarda do vinho no barril.

E é justamente assim que a lenda começa. Por ter condições perfeitas para guardar os melhores vinhos, don Melchor construiu esta adega para consumo pessoal. Porém, algumas de suas melhores garrafas começaram a desaparecer. Para evitar que isso continuasse acontecendo, ele criou uma lenda e espalhou o boato de que o Diabo mesmo era quem cuidava do local. Desde então, nunca mais nenhuma garrafa sumiu do lugar que, com o tempo passou a se chamar ‘Casillero del Diablo’, dando origem ao vinho chileno mais conhecido e reconhecido mundialmente.

Esta parte do passeio é bem interativa, com filmes, sons e barulhos que deixam os visitantes entrar totalmente no clima e no mistério que cercam a lenda.

Atualmente, a adega abriga a lenda e os melhores vinhos da vinícola, inclusive o acervo pessoal dos sócios da empresa.

E aí, o que achou da lenda? A melhor herança que a lenda nos deixa é o próprio vinho Casillero del Diablo, que é uma das marcas mais icônicas e famosas da vinícola e um dos meus vinhos favoritos.

Me conte o que achou dessa história e continue acompanhando mais curiosidades e histórias da minha viagem ao Chile 🙂

    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, acabou de chegar aos 30 com histórias [quase] normais.

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