Encerrando ciclos

Admita: todos nós temos dificuldades em encerrar etapas de nossas vidas, sejam elas boas ou ruins. Sair de nossa zona de conforto e daquilo que já estamos acostumados requer doses de coragem e ousadia – principalmente quando um ciclo de nossas vidas não é encerrado por nós mesmos.

A saída da escola ou da faculdade, o fim de um relacionamento, a mudança de casa, de bairro ou de emprego. Deixar para trás a antiga vida, a rotina e continuar a olhar para frente é muito difícil, mas muitas vezes é o único caminho que temos a seguir.

Porque em muitas destas situações somos tão consumidos pelo cotidiano que nem percebemos se isto realmente está nos fazendo bem ou se simplesmente nos acostumamos com o lugar comum; até que a gente não tenha mais que conviver com isto. Você já se perguntou se é realmente feliz com aquilo que tem ou se acostumou e tem medo de tentar algo e não ser melhor?

A gente pode tentar e fracassar. E o fracasso pode vir acompanhado pela frustração. Trocar o emprego atual por outro pode dar errado. Afinal, qual é a garantia do sucesso? Mas, da mesma maneira que pode dar errado, também pode dar certo. Já pensou nisso? A probabilidade é a mesma. O problema está em como pensamos antes de decidir, encerrar um ciclo e iniciar o outro.

Pesar os prós e contras antes de tomar uma decisão e medir os riscos não tem a ver, necessariamente, com ser pessimista. Pode ser arriscado, mas também pode ser positivo. Estar em um relacionamento que já não te faz mais feliz pelo conforto que ele te dá é perda de tempo, desperdício de vida. Para ambos. E para quê se desgastar em algo que não tem mais o mesmo brilho?

A vida é curta demais e pequena demais para não ter cor, brilho ou alegria. O que nos deixa com frio na barriga e nos faz suspirar é o que dá a graça de continuar a viver. E não aquilo que dá dor de cabeça. Acredite: a vida é feita de ciclos e devemos estar prontos para quando alguns deles se encerrar. Devemos seguir o exemplo das borboletas e esperar o momento certo para encerrar e amadurecer a cada etapa, iniciar uma nova para voarmos livres atrás da felicidade.

vida-das-borboletas

    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, acabou de chegar aos 30 com histórias [quase] normais.

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