Enfim, paz.

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Aquele momento da vida em que a paz é a protagonista da história. Merecidamente. Independentemente. Finalmente. E é tão bom que não parece verdade. Alguém me belisca? É difícil acreditar que depois de tanto tempo consigo deitar a cabeça no travesseiro e dormir; dormir a noite inteira naquela tranquilidade de comerciais de tevê.

Mas, para conquistar a paz, venci uma guerra das mais complicadas: a guerra da alma, a briga comigo mesma. Batalhas de perdão e aprendizado. Lutas exaustivas de aceitação e humildade. Recomeço e autoconhecimento. Confesso que não foi fácil chegar até aqui e alguns dos caminhos não foi eu que escolhi. Mas, depois de escolhido me restou olhar para frente e seguir. Muitas vezes precisei parar e respirar antes de continuar a caminhada. Porém o mais importante foi não desistir.

Pois quando a gente chega lá, temos a certeza de que tudo valeu a pena. Foi dolorido, sofrido, suado. Mas a recompensa é tanta que não podemos medir. Nada se compara à paz interior. Aquela serenidade e tranquilidade que somos capazes de sentir em qualquer ambiente, com qualquer barulho.

E esta paz não depende de ninguém a não ser nós mesmos; por isso é tão difícil conseguir alcançá-la. Mas acredite: vai valer a pena. Depois de resolver me importar apenas com o que eu penso e com o que eu {e somente eu} quero, a vida ficou mais leve e muito mais feliz. Sou mais tranquila e mais segura para tomar minhas próprias decisões. E responder por suas consequências.

Hoje, já não me importo mais em ser sozinha porque sou eu mesma, do jeito que quero ser. E se quiser mudar, eu mudo. Como eu bem entender, de acordo com a minha própria vontade. Não me importo em fazer uma refeição sozinha em público ou comprar apenas uma entrada para o cinema. Comprar flores na feira ou procurar no Google como limpar a máquina de lavar roupa. Liderar uma equipe e conduzir uma obra.

Quero viver sem preconceitos, parar de fazer regime e me dar ao luxo de comer um cheeseburger quando bater a vontade. Quero poder discutir política, futebol e religião mas também quero ler uma revista de fofoca enquanto faço as mãos no salão de beleza.

Quero viver em paz com as minhas escolhas e alguém ao meu lado que me aceite como sou. Se quiser me mudar, que busque em outras pessoas a paz que procure porque aqui, eu já encontrei a paz que quero para mim.

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    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, atravessando os 30 com histórias [quase] normais.

    3 thoughts on “Enfim, paz.

    1. João Fernando

      Aquele velho ditado que diz…depois da tempestade vem a calmaria. Se o barquinho resistiu às tormentas, segue em frente que não há onda que tombe ele. E … como limpa máquina de lavar roupas?

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      caubi Reply:

      João!!! Muito obrigada pela visita 🙂
      Vc tem toda razão, sempre aparece a calmaria depois da tempestade e de um jeito ou outro sempre saímos mais fortes dela.
      Estou pesquisando a melhor maneira e vou colocar aqui, pode deixar!!
      Bjooosss

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