Seguindo em frente

 

Ontem assisti ao filme “O casamento do meu melhor amigo” talvez pela milésima vez. Não me lembro quando foi que decorei as falas, as músicas e as cenas mas desta vez foi diferente. E comecei a pensar porque este é meu filme favorito de todos os tempos.

Com mais de 20 anos de existência e sempre atual, este filme nunca ganhou um Oscar ou outro prêmio de relevância, não possui efeitos especiais nem um grande orçamento mas talvez a lição de vida seja uma das mais importantes. Pelo menos para mim.
Não é um filme sobre heróis, príncipes ou final feliz. É um filme sobre saber perder, aceitar a derrota e seguir em frente porque nem sempre nos filmes ou na vida real o final feliz é do jeito que a gente sonha ou planeja. E mesmo assim não signifique que não seja feliz. Pode ser feliz, basta a gente enxergar com outros olhos.

Esta é a vida. Sempre surpreende e na maioria das vezes acontece diferente de tudo aquilo que sonhamos. Mas e daí? Porque não podemos construir nosso próprio final feliz com as ferramentas que o destino nos proporcionar ao longo do caminho? Quem inventou a receita para a felicidade com certeza não soube aproveitá-la da forma mais simples: criando a inventando a sua própria história.

E daí se o noivo é apenas o seu amigo e decidiu ser feliz com outra pessoa? É preciso aceitar os fatos e a realidade e construir o seu próprio caminho de felicidade. Sem rancor, sem mágoas. Apenas seguindo em frente. Com tranquilidade e serenidade. Outras oportunidades sempre irão aparecer e a pergunta é: você estará pronto para recebê-las de coração aberto? 

Uma vez que você fizer as suas escolhas, não pode olhar pra trás. Por isso pense com o coração, a alma e a cabeça… apenas para garantir que não haverá arrependimentos. E leve o tempo que for necessário pois cada um tem a sua velocidade para tomar decisões da sua vida. Cada um tem o seu tempo e este sim precisa ser respeitado.

Nós somos o resultado de nossas escolhas. Portanto, faça muito bem a sua. E siga em frente. Sempre.

“Talvez não haja casamento. Talvez não haja sexo. Mas, com certeza, haverá dança.”

    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, atravessando os 30 com histórias [quase] normais.

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