Eu quero a sorte de um amor tranquilo

 

Pois é Cazuza. Afinal, você tinha razão. Tudo o que eu tô precisando por aqui é um amor tranquilo. Daqueles que a gente descansa no embalo da rede e cochila encostado no ombro sem se preocupar com quem está ao redor.

Já não tenho mais energia para aventuras passageiras, papos superficiais ou ficar esperando horas ~ ou dias ~ pelo retorno de uma mensagem. Depois de tanto sofrer e tanto procurar, quero para mim objetividade, mas sem perder o romance. Quero um amor simples, mas que seja por inteiro. Daqueles amores que curtem assistir Netflix esparramado pelo sofá, mas de vez em quando saem para jantar à luz de velas ou para beber cerveja sentado num boteco de esquina.

Amor. Companheiro, fiel e verdadeiro. Palavras difíceis de se encontrar por aí. Talvez eu esteja procurando nos lugares errados. Concordo plenamente com a minha mãe (e com a Carol) de que tudo acontece no tempo certo e quando o amor tem que vir, ele sempre dá um jeitinho de nos encontrar. Mas… caramba! Alguém deve ter perdido meu endereço por aí. Ou ter informado o número do vizinho, que aliás já encontrou o amor, filhos e até um cachorro.

Não quero competir com alguém pelo melhor emprego, salário ou posição social. Quero me somar à alguém que queira compartilhar a vida comigo: sonhos, viagens e a paixão por futebol (ok, pode dividir a faxineira também!) e que queira brigar só pela disputa do controle remoto.

Já tenho cabelos brancos… não tenho tempo para ciúme bobo. Com dois empregos, fica difícil considerar um relacionamento complicado ou cansativo; esse negócio de discutir a relação todos os dias ficou no passado. Quero chegar em casa e ter alguém para rir, experimentar minhas receitas loucas e me ajudar com a louça. Um lava e outro seca os pratos: isso é felicidade. Simples. E que essa simplicidade possa vir logo… quem sabe está logo ali, virando a próxima esquina?

love

 

O amor que couber nas mãos, na pele e na alma. Quero todo o amor que houver nessa vida.

    Paulista de sotaque e raízes caipiras. Aquariana, corinthiana, administradora, eterna romântica e dona de casa amante de panos de prato, potinhos e canecas. Um pouco fotógrafa, aprendiz de escritora, cozinheira em evolução e sempre otimista. Dramática e criativa, acabou de chegar aos 30 com histórias [quase] normais.

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